Obsessiva
Posted by Sandro Caldas in Cinema on janeiro 30th, 2010
Vi “Obsessiva” por causa de uma indicação e me decepcionei. No elenco, os fracos atores Idris Elba e Beyoncé Knowles (sim, a cantora, que também é uma das produtoras do longa). Do triângulo principal, a atuação que se salva é a da fêmea fatal Lisa Sheridan, interpretada pela belíssima Ali Larter, da série Heroes. O filme é de Steve Shill com roteiro de David Loughery.
Quando li o storyline do filme (aquelas poucas linhas que dizem o que é a história) imaginei imediatamente a fabulosa Glenn Close no ótimo “Atração Fatal”, filme de 1987, do diretor Adrian Lyne. Só que Idris Elba não é Michael Douglas, Beyoncé não é Anne Archer e Ali Larter não é Glenn Close. Não precisavam ser, mas a comparação é instantânea.
O filme conta a história de Derek Charles (Idris Elba), um bem-sucedido executivo, casado com a linda Sharon (Beyoncé). Sua vida vira de pernas para o ar quando ele conhece Lisa Sheridan (Ali Larter), que se torna sua estagiária. Lisa desenvolve uma obsessão por Derek e tenta destruir sua vida. É ou não é muito “Atração Fatal”? Pois é, a história é batida, mas o que faz a diferença não é exatamente criar algo original, mas como isso é contado e interpretado e dirigido. “Obsessiva” é péssimo em todos eles!
Como disse, Ali Larter é o melhor do filme. Lindíssima e muito melhor atriz que Beyoncé, ela me fez ter a paciência de chegar até o fim da projeção de quase 2 horas! Fez seu papel bem feito, a ponto de eu querer que Sharon a matasse no final…e é o que a ex-Destiny’s Child faz. Derruba Lisa do segundo andar da casa onde mora, mas, claro, antes de tentar ajudá-la.
Quando vi “Atração Fatal” fiquei com medo de Glenn Close e o filme é tão bem construído que lhe deixa tenso. “Obsessiva” não faz isso nem de longe, nem de perto!
Enfim, não recomendo! E só me dei ao trabalho de escrever sobre essa produção porque foi o filme mais recente que vi e estou de bobeira total!
Vampiras Lésbicas e Paulo Coelho
Posted by Sandro Caldas in Cinema, Livros on janeiro 23rd, 2010
Dessa vez não vou me deter muito demoradamente nesses dois produtos tão distintos que acabo de absorver. Um, é a biografia de Paulo Coelho, “O Mago”, escrita pelo excelente Fernando Morais. O outro, um filme chamado “Matadores de Vampiras Lésbiscas”, uma produção inglesa.
Nunca fui um fã de Paulo Coelho e talvez tenha entrado na onda nacional de não aceitar sua obra (e quando digo não aceitar, é um gigante eufemismo). A crítica nacional, que muitas vezes não era crítica, mas um mero ataque à pessoa de Paulo, produziu frases do tipo “Não li e não gostei”. Frase que soa muito pretensiosa e pedante.
Lendo a fascinante história desse escritor que já vendeu mais de 100 milhões de livros pelo mundo, cresceu em mim uma grande curiosidade pela sua obra, pelo que está escrito em seus livros. O que tanto fascina os leitores? Nunca é uma resposta muito fácil de desenvolver, mas Paulo traz em seus textos uma magia, uma espécie de linguagem meio messiânica, que envolve o leitor em um universo de encanto e fé, de certezas pela beleza da vida, embora com todas as suas pedras pelo caminho. Talvez por isso Paulo seduza de Bill Clinton a Sharon Stone, passando por monarcas e ditadores.
Minha experiência com um texto de Paulo Coelho foi desastrosa. Ainda no Rio de Janeiro, em 1996, quando tentei fazer o curso de Publicidade e Propaganda, comprei “O Monte Cinco”. Na página de número 100 desisti e vendi o livro. De lá pra cá, ignorei Paulo Coelho como escritor.
Após a leitura de “O Mago”, nasceu em mim, como disse acima, a vontade de dá-lo mais uma chance. Muito do que li na biografia tem relação com coisas que eu me identifico, como a religião Wicca, por exemplo e a descoberta de Deus. Dessa forma, encomendei “O Diário de um Mago” e “O Alquimista” por módicos R$ 16. Terei eu ao final dessas leituras, me rendido a Paulo Coelho? Veremos.
De qualquer forma, recomendo a leitura de “O Mago”. É muito bem escrito e instigante. Mesmo que você deteste Paulo Coelho, não pode ignorar sua importância para a cultura brasileira.
E o que dizer de “Matadores de Vampiras Lésbicas”? Eu, como alguns já sabem, sou fã de vampiros e logo me interessei pelo filme. Quem gosta de uma comédia leve, sensual e produzida inteligentemente para ser despretensiosa, vai gostar desse filme.
O filme conta a história de dois amigos bobões que acabam viajando para um vilarejo a fim de acampar e esquecer seus problemas. Um perdeu o emprego e o outro levou fora da namorada. Lá, descobrem que uma maldição transforma todas as meninas a partir dos 18 anos em vampiras lésbicas.
É bobo? Pode ser, mas é muito divertido e tem piadas bem legais. E algo me diz que quando as vampiras são mortas, o que sai delas é algo parecido com esperma. Uma piada, será?
Clipe do dia!
Posted by Sandro Caldas in Comportamento, Música on janeiro 19th, 2010
Já se passaram vinte anos desde que ouvi o R.E.M. pela primeira vez, banda que continua sendo minha predileta de todos os tempos e olha que gosto de muitas coisas. Apesar da Saída de Bill Berry, o baterista das caras da Georgia, Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck continuam firmes e sempre bons.
“Accelerate”, mais recente e já clássico disco da banda, comprova isso. Já ouvi esse álbum dezenas de vezes e está entre os meus preferidos, junto com “Automatic for the People”, “Murmur” e “Out of Time”.
Amanheci esse 19 de janeiro ouvindo “Man Size-Wreath”, segunda faixa do “Accelerate”. Adoro.
Coloco abaixo o vídeo dessa música para que vocês - se não conhecem - sejam apresentados. Mas indico o disco inteiro. Não é o clipe original.
Tudo Pode Dar Certo
Posted by Sandro Caldas in Cinema on dezembro 30th, 2009
Ontem terminei “Conversas com Woody Allen”, livro de Eric Lax que traz entrevistas com o diretor e por meio destas tenta nos mostrar um pouco da personalidade de Woody, sua forma de trabalhar, como pintam as ideias, como desenvolve os roteiros, a escolha dos atores, a trilha sonora etc. E claro, quando lemos sobre o artista, lemos o ser humano, para mim não há dissociação.
Hoje vi “Tudo Pode Dar Certo”, seu mais recente trabalho, e confesso que a leitura do livro de Eric Lax fez com que eu enxergasse o longa de forma diferente, como se eu estivesse escutando mais claramente a forma como Woody Allen enxerga a vida. E adianto que gostei do filme, sim, mas ainda prefiro alguns da safra mais recente, como “Vicky Cristina Barcelona” e “Match Point”.
“Tudo Pode Dar Certo” conta a história de Boris Yellnikoff (Larry David – para quem não sabe, Larry é um dos criadores da famosa e cultuada série Seinfeld), que enxerga a vida de forma pessimista e possui a pretensão de compreendê-la melhor por se achar um gênio. Boris não crê em Deus, acha a vida um acaso sem sentido e considera que a melhor maneira de viver é sempre ser gentil com as pessoas, praticar o bem; para ele, esse é o sentido, é com essas atitudes que tudo pode dar certo.
Quando volta de um encontro com os amigos, encontra na porta de sua casa a linda Melodie St. Ann Celestine (Evan Rachel Wood), que lhe pede abrigo, já que fugiu de casa e não quer voltar. Eles iniciam uma amizade, que logo se transforma em uma estranha união conjugal. Aos poucos, a mãe e o pai de Melodie encontram a filha e também têm suas vidas mudadas: a mãe passa de uma fútil senhora de classe média para uma artista plástica prestigiada e o pai, que trocou a mãe de Melodie pela melhor amiga dela, descobre que é gay e termina com um simpático sujeito que encontra em um bar, depois de uma conversa na qual desabafam sobre suas vidas desastrosas.
Como disse anteriormente, ler o livro de Eric Lax me fez enxergar com mais força os gostos de Woody. Não é somente os personagens que se expressam, é Woody dizendo que não gosta do pop contemporâneo, que não crê no sentido da vida, que somos uma espécie fracassada e pronta para destruir tudo que encontrar pela frente e seu amor eterno pelo jazz, pelos músicas dos anos 30 ao 50.
O filme tem excelentes atuações, tanto de Larry David, como de Evan Wood e da mãe de Melodie, interpretada por Patricia Clarkson. Outra coisa que noto com mais ênfase agora são os planos-sequencia (que é filmar a ação contínua, sem cortes) muito utilizados pelo cineasta nos seus filmes: como ele disse, por pura preguiça, já que não é preciso muitos movimentos de câmera etc.

Woody conversa com Evan Wood
“Tudo Pode Dar Certo” é uma obra interessante, divertida, com piadas inteligentes e referências que por vezes a minha mente não captou. É Woody Allen mostrando o que sabe fazer há décadas, nos dando diálogos e situações que nos fazem pensar, mas não é um filme maior dentro da obra dele. Como já disse, “Match Point” é melhor, mais audacioso, mais atraente, mais consistente. Claro, visão deste que vos escreve.
E se me permitem discordar do mestre em um assunto específico, Woody ainda não foi tão profundo em sua argumentação sobre Deus. Claro, crer ou não é algo pessoal e penso que ele não pretende forçar ninguém a aceitar a idéia de que somos serem flutuando em um espaço frio e sem sentido. A minha visão é diametralmente oposta. Pelo que li esses últimos tempos sobre astronomia, as descobertas científicas do século XX, as teorias físicas etc, não acredito no acaso como Woody expõem.
Pode, sim, existir certo nível de caos e acaso no universo, mas tudo que já foi descoberto leva a crer que existe uma organização muito precisa, que existe a certeza (pelo menos para um grande número – senão para todos - de respeitados cientistas) de que a existência da vida só foi possível porque o universo é milimetricamente ajustado para isso, desde a massa dos prótons e elétrons até o tamanho gigantesco dele (indico o livro do jornalista científico Fred Heeren, “Mostre-me Deus”, já comentado neste blog). Woody não me convence com sua argumentação de ateu. E olha que durante muito tempo tive sérias dúvidas sobre a existência de Deus.
“Tudo Pode Dar Certo” é legal, divertido, inteligente, tem boas piadas. É Woody Allen, menor, mas ainda muito melhor que qualquer “Transformers”, com Megan Fox ou não.
Papel digital (Mag+)
Posted by Sandro Caldas in Textos Diversos on dezembro 29th, 2009
Achei interessante, embora creio e sinto que o livro ainda tem que ser no papel, tem que ter cheiro e tato que emita som de celulose. Não conseguiria ler um livro no Kindle, da Amazon; inclusive achei esse aparelho muito frio, como um bloco de gelo com palavras, mesmo que use uma tecnologia que não reflita luz, ao contrário da tela do computador.
No exemplo abaixo pode funcionar bem para jornais e revistas. Mas confio que o ser humano, do alto da sua capacidade de inventar e reinventar, vai criar um material para que não precisemos destruir árvores para termos o prazer da leitura. Seja jornais, revistas e livros. Mas como disse, achei interessante e até teria um desses.
Liquidificador
Posted by Sandro Caldas in Livros, Música on dezembro 14th, 2009
Como vocês vão ver, a postagem saiu psicodélica…e não houve meio de consertar!!!
São esses “caras” abaixo que estão passando pela minha cabeça neste momento. Música, literatura noir, biografia, livro de entrevistas…
Nos sites que costumo ir, duas dicas de álbuns: Remain in Light, do Talking Heads e Stone Roses (Legacy Edition), o disco que comemora os 2o anos do primeiro e perfeito disco da banda inglesa. Desses dois, fico com o segundo. Bateu na veia e ainda é um álbum brilhante, com músicas perfeitas.
Remain in Ligh
t, do genial David Byrne, não fica atrás como referência no mundo pop, mas foi uma questão de “pele” e pronto.
No meu aniversário - sim, eu fiz no dia 9 de dezembro - me dei de presente dois livros. Um é sobre a vida de Paulo Coelho, a biografia O Mago, escrita pelo ótimo Fernando Morais. Talvez se outro cara tivese escrito, não comprasse. Mas depois de ter lido Chatô - O Rei do Brasil virei fã desse jornalista. O fato é que independente de eu gostar ou não dos livros de Paulo Coelho (e confesso que tentei ler O Monte Cinco e achei chatão), o cara é uma figura muito importante na nossa cultura, tirando o fato dele ter sido parceiro de Raul Seixas.
O outro livro foi Conversas com Woody Allen. Bom, sou fã, muito fã desse baixinho genial. Adoro seus filmes, seus diálogos, sua direção, suas paranoias, tudo. Tava na minha lista e tive a felicidade de adquirir agora.
Para fechar, estou lendo o segundo livro da trilogia Millenium, A Menina que Brincava com Fogo. Estou quase terminando. A essa altura posso afirmar que o livro é bom, mas se há um pecado é o excesso de detalhes. O mesmo excesso do primeiro. Quando isso ajuda na construção dos personagens e é fundamental para ahistória, tudo bem, mas não é o caso. Essa enxurrada de informações só mostra que o autor teve muita imaginação, o que nem sempre se traduz em boa narrativa.
E claro, tudo isso temperado com os dois álbuns da minha nova musa:


Chico e Lady
Posted by Sandro Caldas in Livros, Música on novembro 30th, 2009
Hoje quero falar sobre duas descobertas. Uma é nacional, carioca; outra é de fora, dos Estados Unidos. Vou falar de Chico Buarque e Lady Gaga.
Chico Buarque todo mundo conhece, gostando ou não. Mas a descoberta que fiz não foi na área musical e, apesar de tardia, valeu muito a pena. Falo do novo romance desse também escritor, que já se aventurou com sucesso pelo teatro.
Já sou fã de Chico há muito tempo, admirador eterno das suas letras e melodias. Extremamente difícil um país produzir músicos tão refinados lírica e melodicamente. E fico com Tom Jobim sem dúvida: os três países que fazem a melhor e mais diversificada música do mundo são Brasil, Cuba e Estados Unidos. Mas não vou me alongar mais nesse quesito. Descobri o Chico romancista por aquele que é considerado o melhor dos seus romances, “Leite Derramado”, lançado esse ano. Os outros são “Estorvo”, Benjamin” e “Budapeste”.
O livro narra a história de um senhor muito idoso que se encontra no hospital e conta para quem quiser ouvir sua história de vida e seu amor por Matilde, grande amor de sua vida que o deixou aos 17 anos.
A obra de Chico tem o mérito de contar uma saga familiar de mais de duzentos anos em menos de duzentas páginas. Feito fabuloso, já que sagas desse tipo, que percorrem gerações, são livros geralmente muito grandes, calhamaços. E o mais incrível é que Chico consegue dar substância a todos os personagens citados, e não são poucos.
Fiquei apaixonado pelo romance, pela sua sensibilidade, sua poesia, sua maneira de contar a história dando voltas que apenas parecem se repetir, mas que sempre trazem uma nova informação e nos coloca um pouco mais ciente da trama.
Descobri um novo Chico e adorei.
A minha segunda descoberta é na área musical. Acho também que poucos ainda não devem ter ouvido falar de Stefani Joanne Angelina Germanotta, ou apenas Lady Gaga, essa jovem cantora e compositora de 23 anos, nascida em Nova York. Mas se ainda não ouviram falar em seu nome ou não escutaram sua música, peço um pouco de atenção. E para ser mais enfático, mesmo que não convença ninguém, acho que ela deve ser a melhor artista pop que surgiu esses últimos anos. E para quem também não sabe, seu nome foi inspirado na música “Radio Gaga”, do Queen, uma de suas influências.
Quando ouvi o burburinho ao redor do seu nome, não dei muita importância. Segui em frente escutando outras coisas, coisas boas até, muito boas, mas que já eram de artistas consagrados ou até de novos artistas. Mas e o impacto, o tal do “Poxa, é bem diferente de tudo que há por aí”? Isso eu senti com Lady Gaga. E senti vendo o clipe de “Bad Romance” um dia desses. Me apaixonei. O vídeo é engraçado, sexy e a música é inteligente. Saquei a influência do Queen de cara e pensei que essa garota ainda vai fazer muito barulho. Já tem alguns críticos que a consideram sucessora de Madonna, outra influência.
São dois discos de estúdio, “The Fame” (2008) e The Fame Monster” (2009). Baixei os dois. Adorei os dois. Ambos são êxitos de crítica e público. Lady é performática, Kistch, retrô, futurista, é moda, é sexo, é dance e é rock e além de tudo toca muito bem piano e canta muito bem.
Abaixo vocês podem assistir a dois vídeos da minha nova musa, “Bad Romance” e da linda balada “Speechless”. Espero que gostem. Me contem o que acharam de Lady Gaga.
Deus existe?
Posted by Sandro Caldas in Livros on novembro 25th, 2009
Alguns podem dizer que a evolução explica as espécies animais e vegetais, mas mesmo a famosa teoria de Darwin fica ameaçada quando nos deparamos com a descoberta de que a vida não surgiu em nosso planeta, que os primeiros microorganismos devem ter vindo do espaço para Terra, para que a partir daí a vida pudesse se desenvolver. Isso porque todos os maiores cientistas da atualidade afirmam que o ser humano teve pouco tempo para pular de um mero microrganismo (já complexo, diga-se de passagem) até um ser inteligente, capaz de pensar sobre si mesmo. Ou seja, a vida surgiu antes, em algum lugar do cosmos e foi trazida, via meteorito, por exemplo, para o nosso planeta.
Essa e outras questões são levantadas por Fred Heeren em “Mostre-me Deus”, um jornalista científico dos Estados Unidos que, justamente por ser cético, dedica sua vida a tentar entender os mistérios do universo, buscando entre as fontes o mais importante físico teórico desde Einstein, Stephen Hawking. Heeren nos mostra como as descobertas do século XX e XXI foram decisivas para um novo pensamento sobre Deus e afirma que a leitura da Bílbia é fundamental para entendermos o pensamento Dele. Nesse ponto, o jornalista cita inúmeros cientistas que acabaram se convencendo da veracidade histórica dos relatos das escrituras.
Sim, Heeren acredita num Deus que criou o universo e tudo mais nele, que transcende o tempo e o espaço e que sacrificou Seu próprio filho para nos passar a mensagem de amor que a humanidade teima em não seguir.
Esse jornalista nos dá as provas de que seria impossível a existência da vida se não houvesse uma inteligência magnífica por detrás disso tudo. E a conclusão dessa afirmação não é imposta por ele como uma doutrina pessoal, mas à luz de fatos científicos irrefutáveis. Dizem alguns dos grandes cientistas citados pelo autor:
Fred Hoyle: “Uma interpretação de bom senso dos fatos sugere que um superintelecto brincou com a Física”
Freeman Dyson: “Quanto mais examino o universo e os detalhes de sua arquitetura, mas evidências encontro de que o universo de algum modo deve ter sabido que estávamos chegando”.
Stephen Hawking, citando o fato das massas precisas do próton e do elétron: “O fato extraordinário é que os valores desses números parecem ter sido precisamente ajustados para tornar o desenvolvimento da vida possível”.
E para quem quiser tentar refutar esses e muitos outros argumentos da impossibilidade da vida ter surgido, caso tantas “coincidências” não tivessem acontecido, apenas dizendo que tinha que ser assim ou que foi um processo natural, vai encontrar inúmeras provas de que tudo podia acontecer, menos coincidência. A verdade é que tudo se ajusta de uma forma tão fabulosamente precisa, que fica quase impossível não crer em um design divino.

Fred Heeren
Tem livros que ao chegarmos ao fim da leitura, nos deixam uma marca muito forte. Como se nos iluminasse um caminho que estava escuro, mas sempre existiu. O livro de Heeren teve esse poder sobre mim, porque sempre foi difícil para eu aceitar esse Criador onisciente. Mas ao mesmo tempo sempre tive uma esperança de que existia um sentido muito além de nascer, casar, trabalhar, se aposentar e morrer. Algo em mim sempre gritou por uma extensão da vida, uma eternidade. Sentimentos que não tenho como expressar em palavras, mas que mexem com minhas mais profundas emoções.
Cético como sou, fiquei muito entusiasmado em saber da existência dessa obra e como ela iria ser recebida por mim. Felizmente os argumentos de Heeren fazem todo o sentido. É uma obra escrita por alguém que busca a verdade, que decidiu decifrar nossa existência, seguindo os fatos científicos.
Fé e ciência podem não se misturar, embora já seja conhecido o termo Teologia da Ciência, mas creio que as descobertas desses cosmólogos, astrônomos etc, podem nos fazer enxergar coisas que estão diante de nossas faces, mas não nos damos conta. A ciência tem o seu limite. Chega um ponto que ela não ultrapassa, não consegue ir adiante, não consegue formular teorias nem achar repostas.
Talvez (e agora creio que sim) exista uma palavra que possa ser a explicação para tudo aquilo que não compreendemos, para todos os enigmas que ainda não foram desvendados nem pelas mais brilhantes mentes do nosso planeta. E essa palavra é Deus.
Fred Heeren está escrevendo mais três livros seguindo essa lógica na busca humana pela compreensão da origem do universo, da vida e das crenças. Juntamente com “Mostre-me Deus”, os quatro livros receberam o nome de Maravilhas.
Sinceramente recomendo a leitura desse livro para todos que pensam a respeito das questões fundamentais que cercam nossas vidas.
Meu próximo passo agora é ler integralmente a Bíblia.
Sexo como a arte de dar e receber prazer
Posted by Sandro Caldas in Livros on novembro 13th, 2009
Quero dividir com vocês um livro que acabei de ler e que se chama “A vida sexual de Catherine Millet”. A obra causou muita polêmica pelos quatro cantos do mundo, pois trata-se de uma autobiografia, na qual esta eminente crítica de arte relata com pormenores pornográficos sua intensa vida sexual.
Catherine é francesa e atualmente está com 61 anos. Fundadora da elogiada revista “Art Press”, Catherine tem um olhar aguçado, clínico, e detalha de forma muito bem construída sua relação com o sexo.
Não foram poucos parceiros que a tocaram, que usufruiram do seu corpo em orgias que podiam chegar a ter 150 pessoas, ménage à trois, apenas um parceiro e mesmo sozinha - Catherine se diz expert na arte do onanismo. E não é só isso, ela fala de filmes pornográficos, felação como prática preferida, lambidas em lugares que muitos achariam escatológico e por aí vai.

Catherine um pouco mais jovem
Atitude corajosa dessa intelectual refletir de forma filosófica sobre suas aventuras, seus desejos mais particulares, seus gostos mais secretos. O que achei muito bonito no livro de Catherine foi a maneira como ela fala de sexo como se respirasse, como algo natural e que fizesse parte da vida. E no fundo não é isso? Mas séculos de convenções, culpas e pecados, tabus e repressões fizeram desse assunto algo um tanto distante da realidade humana, como se o sexo não estivesse intimamente ligado à nossa vida cotidiana: trabalho, casa, artes, etc. Não há humanidade sem sexualidade.
Talvez nem todos consigam falar de sexo como Catherine ou mesmo achem que sua sexualidade não diz respeito a mais ningúem, só a você e aos seus parceiros (até mesmo a autora tem suas reservas). Isso também é válido. Mas Catherine nos faz pensar que não há sentido distanciar o sexo da vida, como um objeto intocável. Sexo é o ar que respiramos, a comida que nos dá energia e o prazer que devemos e temos direito irrestrito de sentir: sozinhos ou acompanhados de uma, duas ou muitas pessoas.
Extravasa
Posted by Sandro Caldas in Textos Diversos on novembro 4th, 2009
Alguns contratempos me mantiveram longe do blog! De volta, vamos ao que interessa (se é que interessa!)
Até ontem nunca tinha ouvido falar de um tal Alex Lopes, da TV Aratu. Um jornalista que cobre o mundo das celebridades baianas. Conheci o rapaz porque me deparei com um vídeo no qual ele e uma das musas do Axé Music discutem sobre uma possível crítica do rapaz ao trabalho de Cláudia Leitte. No entanto, fica claro no texto de esclarecimento escrito por ele em seu site, que apenas falou dos “insuportáveis fãs” da moça.
O fato é que, segundo Alex, Cláudia o chamou para participar de uma entrevista (“depois de muita insistência”), no dia 31 de outubro, em Sauípe, e perguntou ao profissional o que ele tem contra ela. Alex disse “nada”, apenas falou que detestava os fãs xiitas da moça (o xiita é meu). Claudinha não gostou e começou o furdunço, que teve até agressão física por parte do marido da estrela soteropolitana, segundo o jornalista.
Contribuiu para o barraco Claudinha ter achado que Alex falou mal do seu filho e dela como pessoa, e não como artista. Alex relata que a equipe de reportagem da TV Aratu foi impedida de sair do recinto enquanto não entregasse aos seguranças o material gravado.
Acho que Cláudia Leitte teve uma postura boba ao tirar satisfações com o jornalista. No meio cultural, quem não quiser ser criticado, muitas vezes de forma negativa, não pode sonhar em ser esse tipo de pessoa pública. Embora muitas “críticas” sejam um ataque pessoal, se o artista se sentir difamado, caluniado, existem os meios legais para isso. E pela minha ínfima experiência como leitor e observador do universo das artes e da cultura pop, crítica consistente sobre música, cinema, literatura e outras formas artísticas, pouca gente faz no Brasil (Barba Heliodora, no teatro; Pablo Vilaça, no cinema, por exemplo). Salvador, então, é um desastre!!!
Achei a cena de um provincianismo gritante. Se antes Alex Lopes não era muito conhecido, ou pelo menos para mim, agora é o jornalista da vez. E Cláudia com seu ataque ficou mal na fita. Em seu twitter ela diz que agiu mal em ter dado trela para o cara, mas o estrago já tinha sido filmado e espelhado pela web.
Se o que Alex diz é verdade - que Cláudia mete o pau em qualquer jornalista que fale mal do trabalho dela, e cita alguns veículos que já fizeram isso – a cantora está apostando na burrice. Alex, por sua vez, conseguiu, mesmo sem querer, mais audiência para o seu site.
Bom, vejam o vídeo, ouçam ou leiam as defesas e tirem conclusões.
Leia aqui a versão de Alex, que ele chama de “A verdade”.


Balanço do Oscar 2010