Archive for category Textos Diversos

Beba mais brancos!

Foto: Sandro Caldas

Foto: Sandro Caldas

Neste domingo, primeiro dia de agosto, resolvi sair da hibernação. Foi necessário. Ler mais, ouvir mais, ver mais, e trazer coisas interessantes (espero que seja interessante pra quem ler).E aí, parece que vem tudo de vez!

Nesse texto, que retira o urso polar, resolvi falar sobre vinhos brancos. Eu nunca tinha feito um texto sobre vinhos, uma das minhas paixões. Embora não seja nenhum sommelier, acho que tenho o direito de escrever sobre essa bebida tão apreciada, cheia de segredos e magias.

Durante o período em que estive ausente do blog, li um livro muito interessante chamado ‘Superdicas para entender de vinho’ (Editora Saraiva, R$ 12,90), da sommelier Lis Cereja. E digo uma bobagem aqui: Lis estudou Gastronomia na Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo, onde estudei Comunicação por dois semestres.

Mas, quem sabe o que significa ser sommelier? Este profissional é o responsável pelo serviço do vinho, por eleger os rótulos de uma carta de vinho, saber harmonizá-los, saber serví-los à mesa corretamente.

Bom, mas apesar de todas as 60 dicas desse pequeno e precioso livro serem maravilhosas, uma me chamou a atenção: por qual razão ou razões, em um país como o Brasil, tropical, quente quase o ano todo, as pessoas consideram os vinhos brancos inferiores? Criou-se o mito de que vinho bom é vinho tinto e a verdade está muito longe disso.

Eu mesmo, sempre que compro um vinho, escolho um tinto. Não por não gostar dos brancos, mas por puro vício. Confesso que gosto mais dos tintos, mas resolvi mudar meus hábitos e comprar um branco.

Comprei um Concha y Toro, chileno, sauvignon blanc (uma uva mais ácida). E quem disse que vinho bom é vinho caro? Vinho é uma bebida abstrata, que depende muito do paladar de quem a bebe. Então, nao adianta ter uma garrafa de R$ 1000 na mão. O vinho pode ser excelente tecnicamente, mas não agradar a todo mundo. Meu veredito: adorei.

Conclamo: bebamos mais brancos. Há uma infinidade de rótulos!

É como diz Lis em seu livro: a vida é muito curta para nos restringirmos a um só tipo de vinho.

Para saber mais:

www.sitedovinhobrasileiro.com.br

Dica de leitura:

Superdicas para entender de vinho, de Lis Cereja

livro

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José Mindlin

mindlinNa segunda-feira, 1º de março, o programa Roda Viva, da TV Cultura, reprisou a entrevista que o bibliófilo José Mindlin concedeu no dia 25 de dezembro de 2006. Mindlin morreu aos 95 anos, no dia 28 de fevereiro. Quem não viu essa entrevista, abaixo dou o link para a TV Cultura que oferece a entrevista na íntegra, que tem duração de cerca de 80 minutos.

Desde a primeira vez que vi uma entrevista com Mindlin me apaixonei pela figura do simpático senhor apaixonado pelos livros, justamente também porque sou desses que ama o livro, tanto seu formato, seu cheiro e o prazer que nos proporciona. É como disse Mindlin, o livro antes de tudo deve ser uma fonte de prazer, para depois, consequentemente, tornar-se um objeto de engrandecimento intelectual.

José Mindlin, que foi um dos fundadores da gigante Metal Leve, que posteriormente foi vendida para o grupo alemão Mahle, foi um empresário humanista, sempre preocupado com o ser humano. Mas, homem de negócios por caso, como mesmo fala, sua grande paixão era os livros. Fiquei impressionado quando ele relatou que leu a obra inteira de Balzac sentado em salas de espera enquanto uma reunião de negócios não começava. E quando disse que me espantei, simplesmente me refiro ao fato de que a obra de Balzac, intitulada de Comédia Humana, contempla 89 volumes! Você leria 89 livros sentado em salas de espera? Eu já li muitas páginas de livros em salas de espera, mas nunca vou bater esse recorde. Essa e outras histórias recheiam a deliciosa entrevista de José Mindlin.

O Bibliófilo, desde os 13 anos, formou uma biblioteca de cerca de 40 mil volumes, o que torna a maravilhosa Brasiliana o maior acervo particular já montado. As obras foram doadas para a Universidade de São Paulo.

A biblioteca tem um acervo digital que pode ser acessado nesse site.

Aqui você confere a entrevista de Mindlin, no Roda Viva.

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O Brasil é um adultério?

Não vou dizer nada! Abaixo uma propaganda de agência de viagens!

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Papel digital (Mag+)

Achei interessante, embora creio e sinto que o livro ainda tem que ser no papel, tem que ter cheiro e tato que emita som de celulose. Não conseguiria ler um livro no Kindle, da Amazon; inclusive achei esse aparelho muito frio, como um bloco de gelo com palavras, mesmo que use uma tecnologia que não reflita luz, ao contrário da tela do computador.

No exemplo abaixo pode funcionar bem para jornais e revistas. Mas confio que o ser humano, do alto da sua capacidade de inventar e reinventar, vai criar um material para que não precisemos destruir árvores para termos o prazer da leitura. Seja jornais, revistas e livros. Mas como disse, achei interessante e até teria um desses.

Mag+ from Bonnier on Vimeo.

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Extravasa

Alguns contratempos me mantiveram longe do blog! De volta, vamos ao que interessa (se é que interessa!)

imbecisAté ontem nunca tinha ouvido falar de um tal Alex Lopes, da TV Aratu. Um jornalista que cobre o mundo das celebridades baianas. Conheci o rapaz porque me deparei com um vídeo no qual ele e uma das musas do Axé Music discutem sobre uma possível crítica do rapaz ao trabalho de Cláudia Leitte. No entanto, fica claro no texto de esclarecimento escrito por ele em seu site, que apenas falou dos “insuportáveis fãs” da moça.

O fato é que, segundo Alex, Cláudia o chamou para participar de uma entrevista (“depois de muita insistência”), no dia 31 de outubro, em Sauípe, e perguntou ao profissional o que ele tem contra ela. Alex disse “nada”, apenas falou que detestava os fãs xiitas da moça (o xiita é meu). Claudinha não gostou e começou o furdunço, que teve até agressão física por parte do marido da estrela soteropolitana, segundo o jornalista.

Contribuiu para o barraco Claudinha ter achado que Alex falou mal do seu filho e dela como pessoa, e não como artista. Alex relata que a equipe de reportagem da TV Aratu foi impedida de sair do recinto enquanto não entregasse aos seguranças o material gravado.

Acho que Cláudia Leitte teve uma postura boba ao tirar satisfações com o jornalista. No meio cultural, quem não quiser ser criticado, muitas vezes de forma negativa, não pode sonhar em ser esse tipo de pessoa pública. Embora muitas “críticas” sejam um ataque pessoal, se o artista se sentir difamado, caluniado, existem os meios legais para isso. E pela minha ínfima experiência como leitor e observador do universo das artes e da cultura pop, crítica consistente sobre música, cinema, literatura e outras formas artísticas, pouca gente faz no Brasil (Barba Heliodora, no teatro; Pablo Vilaça, no cinema, por exemplo). Salvador, então, é um desastre!!!

Achei a cena de um provincianismo gritante. Se antes Alex Lopes não era muito conhecido, ou pelo menos para mim, agora é o jornalista da vez. E Cláudia com seu ataque ficou mal na fita. Em seu twitter ela diz que agiu mal em ter dado trela para o cara, mas o estrago já tinha sido filmado e espelhado pela web.

Se o que Alex diz é verdade - que Cláudia mete o pau em qualquer jornalista que fale mal do trabalho dela, e cita alguns veículos que já fizeram isso – a cantora está apostando na burrice. Alex, por sua vez, conseguiu, mesmo sem querer, mais audiência para o seu site.

Bom, vejam o vídeo, ouçam ou leiam as defesas e tirem conclusões.

Leia aqui a versão de Alex, que ele chama de “A verdade”.

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Alicia Silverstone

E Deus criou Alicia

E Deus criou Alicia

Antes das “Patricinhas de Beverly Hills” (1995), eu vi Alicia Silverstone em três clipes, todos da banda Aerosmith: “Cryin”, “Crazy” e “Amazing”. Não preciso dizer, mas vou, que Alicia fez parte do meu imaginário libidinoso! Achei aquela loira absolutamente linda e quando vi filmes como Patricinhas  e séries como “Miss Match” (2003), bati o martelo: Alicia unia beleza extrema e talento dramático.

Fato é que ela não tem uma filmografia digna de elogios e empreitadas como “Excesso de Bagagem” (1997), que a atriz produziu, e que contou com a participação de Benicio del Toro,  se tornaram um fiasco.

Hoje, ao 32 anos, Alicia continua linda e torço para que ela volte com algum trabalho, em televisão ou cinema, para que eu possa me deleitar com seu talento…dramático e estético!!! O último trabalho dela no cinema foi “Elektra Luxx,” que deve chegar em 2010 por aqui.

Deixo vocês com um clipe que conta um pouco da carreira da atriz e ao fundo traz a música Amazing:

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O futuro da internet e um curta como exemplo

andre-lemos

Professor André Lemos

Nesta terça, 15, às 22h, assiti ao TVE Debate, que trazia o tema “O Futuro da internet”. Na mesa, os professores André Lemos e Nelson Pretto, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e um terceiro convidado que, me desculpem a falha, não me recordo o nome, embora o conheça.

Não consegui o programa no you tube, mas creio que em breve ele estará disponível. Caso algúem queira ver a reprise pela televisão, vai ao ar aos sábados, às 21:30 e aos domingos, às 21h.

Questões como direito autoral, novas tecnologias da informação, convergência das mídias, produção de conteúdo, segurança na rede, entre outros temas, foram discutidos com inteligência e clareza pelos convidados. Um tópico que me chama sempre atenção é do direito autoral.

Vemos muitos artistas reclamarem do download, da ilegalidade desse tipo de ação. Mas eles (logo eles!) e o senador Eduardo Azeredo (autor do Projeto de Lei da Câmara dos Deputados nº 84 de 1999, a chamada Lei Azeredo, que “dispõe sobre os crimes cometidos na área de informática e suas penalidades”) ainda não comprenderam que temos que nos livrar das anitgas formas de mercantilização.

Sim, mas como os artistas vão sobreviver? O Mercado, com letra maiúscula, sempre encontra um meio. O artista precisa sobreviver, assim como qualquer outro ser humano, mas seria um retrocesso pensar que a internet é a vilã do ganha-pão do artista. Ela dissemina sua obra com uma velocidade e permite que milhares e milhares, quando não milhões, tenham acesso à sua produção.

O pensamento já não deve ser comercial, mas artístico de fato: fazer arte para ser vista, ouvida, lida e não como um mero produto vendável. O artista tem de ter hoje menos a preocupação de vender, e sim de mostrar.

Não há na internet espaço para coibições desse tipo. É de sua natureza a troca de informação, a não triagem das grandes corporações do que devemos consumir.

Penso que devemos ter meios legais para impedir e punir os crimes digitais, mas a sociedade e quem faz as leis devem estar atentos para que as possibilidades que a internet nos oferece não acabem nos mesmos moldes do passado. A arte, dentro do universo cibercultural, está sendo democratizada, levada a um número cada vez maior de pessoas.  Claro, não devemos esquecer a exclusão digital, que é um outro problema que deve ser combatido para que cada vez mais cidadãos tenham acesso ao que está disponível na web.

Dentro desse contexto de troca de informações, de twittadas, de downloads e uploads, ofereço a vocês o curta “Ziriguidum de amor”,  de um rapaz chamado Fábio Uchôa, que estuda Cinema e Animação (ele não disse onde estuda nem de onde é) e que colocou seu filme no youtube. Eu mesmo fiz um curta chamado “Casados, mas infelizes”, que está em VHS e ainda não tive como passar para o meio digital. Mas assim que o fizer, postarei meu curta no youtube, sem dúvida.

Seria muito difícel para Fábio fazer com que seu trabalho fosse visto de forma tão ampla e de forma rápida se não existissem sites como este. Quando vi o filme de Fábio, as visualizações já estavam próximas de 800!

Este exemplo remete ao que o professor André Lemos falou no TVE Debate. Hoje a questão não é tanto a produção do conteúdo em si, porque mesmo dentro de um ônibus você pode escrever um poema ou criar uma canção com seu violão, em um banco de praça. O que é fantástico na internet é poder espalhar sua obra pela rede, sem que executivos de gravadoras ou editoras, por exemplo, não gravem ou publiquem e divulguem seu trabalho.

Independente da qualidade, o fato é que a internet possibilita a disseminação da cultura sem fronteiras e sem cortes. Sabemos que ações estão sendo tomadas para restringir o uso da internet, inclusive com servidores que dificultam a navegação por um site que julgam não ser “apropriado” para o internauta, ou seja, um site que não é economicamente interessante para esse mesmo servidor.

Abaixo, “Ziriguidum de amor”, de Fábio Uchôa.

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Parabéns aos vampiros!

Antes de mais nada, peço que entendam o sistema de publicação, que desorganizou o texto e não há jeito de deixar certinho!

Não sei bem o motivo, mas desde que me entendo por gente (e acho que já comentei isso no post sobre a série Buffy) desenhava rostos redondos com dentes caninos avantajados. Os rostos redondos, não sei bem o motivo, mas os dentes ameaçadores são dos seres das trevas - com certeza!

Hoje, dia 13 de agosto, é o dia desse ser mitológico que exala sedução, rendição, submissão, hieraquia sexual. Neste post, vou fazer uma viagem desordenada dentro desse universo perigoso e atraente. Vou escavar minha memória para relatar o que de bom eu já consumi sobre os vampiros.

Vamos embarcar no trem para a Transilvânia? Falo Transilvânia, porque foi nela que residiu uma das maiores referências quando falamos em vampiros: Vlad Tepes ou Vlad III, que existiu de verdade no século XV e governou a Valáquia, região vizinha. Embora fosse extremamente cruel com seus inimigos, empalando-os vivos, Vlad não tinha ligação direta com os vampiros. A origem do termo Drácula veio do seu pai, Vlad II, que era cavaleiro da Ordem do Dragão (Dracul significa dragão). Quem atribuiu ligação entre os vampiros e Vlad III foi Bram Stocker, que tomou como base as atrocidades cometidas pelo governante da Valáquia para criar seu clássico. A partir daí, vampiro e Drácula passaram a ser indissociáveis.

Outra história diz que a origem dos vampiros se deu por meio do mito judaico-cristão sobre Caim e Abel. Depois da morte de Abel, Caim foi amaldiçoado por Deus. Anjos vieram até Caim para exigir que ele pedisse perdão a Deus, mas este se recusou. Os anjos fizeram com que Caim tivesse horror ao fogo, à luz e fosse condenado a passar a vida eterna em solidão.

Reduzir o mito do vampiro a um mero conto de montros, é não entender sua importância na dinâmica social e nas artes em geral. O vampiro e o vampirismo é muito mais que dentes caninos, morcegos e sangue. Está presente nas relações interpessoais, na política, na literatura, na música, no cinema. O vampirismo ainda precisa ser melhor compreendido, para que não caiamos no senso comum e diminua sua força primitiva.

Abaixo, cito algumas obras que adoro e que têm o vampiro como personagem, metaforicamente ou não. Também revelo alguns produtos que estão na minha mira.

Filmes

ahoradoespanto1Um dos filmes que mais me marcaram foi “A hora do espanto”, de1985, escrito e dirigido por Tom Holland. O adolescente que desconfia que seus vizinhos são vampiros, me deixou com medo, apreensivo, ao mesmo tempo atraído, fascinado. Assiti inúmeras vezes e sempre com a mesma emoção.

 

 

 

draculaFrancis Ford Coppola fez um dos filmes que mais gosto: Drácula, de Bram Stocker. A relação entre Nina (Winona Rider) e Drácula (Gary Oldman) envolve sempre o tênue fio entre morte e sedução. O filme é erótico e vermelho-sangue. Conta ainda com as presenças de Monica Belucci (delícia!), Keanu Reeves e Anthony Hopkins.

 

lostboys“Garotos perdidos” é um daqueles filmes que sempre vou querer ver, caso passe na televisão. Dirigido por Joel Schumacher, conta a história de um garoto que adora histórias de terror, viaja para Califórnia e desocbre que seu irmão é vítima de uma gangue de motociclistas vampiros. O elenco traz o eterno Jack Bauer, Kiefer Sutherland.

 

 

entrevista-com-vampiro-poster011“Entrevista com o vampiro”, baseado no livro de Anne Rice, traz três astros que as moçoilas adorariam ver juntos, mais ainda porque entre eles existe uma relação erotizada. São Tom Cruise, Brad Pitt e Antonio Banderas. Dirigido por Neil Jordan, o filme conta a história de Lestat, vampiro que concede uma entrevista para um repórter, contando sua vida como criatura das trevas. O elenco ainda traz Kirsten Dunst no início de carreira.

vampyros-lesbosE o último filme da lista é “Vampyros Lesbos”, um cult trash do diretor espanhol Jess Franco. Com seu terror erótico, conta a história de uma vampira que atrai sua vítimas femininas para uma ilha.

Séries

 buffyA primeira série que vou citar é óbvio - para mim: Buffy, a caça-vampiros. Ainda não surgiu série que possa competir com ela quando me perguntam qual minha série predileta de todos os tempos. Buffy subverte a imagem da loira cobiçada que foge gritando dos monstros até ser morta. Joss Whedon criou uma heroína aparentemente frágil, mas muito inteligente, com uma superforça e com todos os problemas enfrentados na adolescência. Um clássico.

angel_serieRetirada de Buffy, ”Angel” (um spin-off), conta a história de Angel, um vampiro que logo após se separar de sua amada Buffy Summers, vai morar em Los Angeles. A série é outro clássico criado por Joss Whedon e vai no mesmo estilo de Buffy. 

 

Anna Paquim em "True Blood"

Anna Paquim em "True Blood"

Outras séries com vampiros foram criadas, mas ainda não pude conferir. São elas “Vampire Diaries”, “Blood Ties” e “Moonlight”. Mas uma em especial me chamou a atenção, “True Blood”, com Anna Paquim. É nesta série que vou me deter nas próximas semanas.

Livros

crepusculo_1Na literatura também abundam obras que trazem os seres da noite, mas confesso que li poucas.  A primeira que cito é a série criada por Stephenie Meyer, que começou com Crepúsculo e que rendeu mais 3: Lua Nova, Eclipse e Amanhecer. Os livros, ainda não li o último, contam a história de Bella Swan, uma adolescente humana que se apaixona pelo vampiro Edward, e relatam todas as dificuldades de um reacionamento como esse. Achei os livros não tão bem escritos e alguns personagens bem chatos, mas valem a pena porque trazem alguns elementos novos. O filme baseado na obra é muito ruim.

charleineharrisComo já disse, li poucos livros sobre vampiros. Vi muitos filmes, sites e algumas séries. Mas apenas para citar, minha próxima leitura vampiresca será os livros da escritora Charlaine Harris. Os dois da série de oito já chegaram ao Brasil: “Morto ao anoitecer” e “Vampiros em Dallas”. A obra produzida pela escritora serviu de base para a série da HBO, “True Blood”.

Músicas

A música não poderia ficar de fora. Até nela os vampiros se manifestam. São muitas bandas e artistas que falam sobre eles, seja de forma metafórica ou não. Vamos a algumas bandas e músicas.

Legião Urbana: Teatro dos vampiros

Edson Gomes: Sistema do vampiro

Rita Lee: Doce Vampiro

Ryan Adams: Vampire

My Chemical Romance: Vampires Will Never Hurt You

Paul Simon: The Vampires

Velhas Virgens: Vampiro

A lista é enorme!!!

Difícil não se entregar!!!

Difícil resistir!

Pode haver um vampiro ou vampira por detrás dos rostos aparentemente plácidos.

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O poder feminino

O pecado

O pecado

O que você sente ao ver esses dois quadros?  o primeiro é “O pecado”, de 1893. O segundo é “Sensualidade”, de 1891. Ambos de Franz von Stuck, um pintor e escultor alemão, nascido na Baviera, em 1863.

Eles me causam fascínio e medo, exatamente o que representa o poder da beleza feminina para mim. Quando os vi pela primeira vez, tive a impresão de ser convidado para fazer companhia às moças que neles estão. Mas ao mesmo tempo repelido. Os olhos das belas mulheres a nos fitar, seu corpos magnéticos, contrastam com a imensa serpente a nos rechaçar, a nos alertar: cuidado, o devorarei!

Sensualidade

Sensualidade

Se quiser conhecer mais telas desse artista, clique aqui

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A ponografia da morte no jornalismo

Tinha escrito esse texto para ser pulbicado no jornal A Tarde, mas depois de algumas semanas  tentando e sem resposta, resolvi colocar no blog. Já tinha escrito algo sobre o tema aqui, mas aprofundei a argumentação. Eis o texto.

Gostaria muito que vocês opinassem sobre o tema. Ando pensando sobre ele e acho que um jornalismo baseado em víceras, sempre é superficial e sensacionalista. Temos que ignorar esses programas e jornalecos que fazem dos assassinatos, mutilações e congêneres, refeições para os olhos dos seus espectadores.

jtv1Vivian Sobchack é professora do Film, Television and Digital Media Department da Universidade da Califórnia. Em ensaio denominado “Inscrevendo o espaço ético: dez proposições sobre morte, representação e documentário”, ela, como está claro no título do ensaio, relata dez proposições sobre a morte e sua representação cinematográfica. Na esteira do seu pensamento, quero falar sobre a pornografia da morte que anda assolando o jornalismo.

O significado da morte ao longo dos séculos passou por grandes mudanças. Desde a Idade Média até o tempo presente, a maneira como a encaramos sofreu mutações radicais. De evento público no início, hoje, a morte passa a ser uma experiência privada, desprovida de qualquer atrativo social, e assim como o sexo, a morte agora é um motivo de transgressão.

Atualmente, no século XXI, temos outra atitude diante da morte. Se antes, ela era assistida em público e logo mais nos lares, de forma privada, agora a vemos sendo deslocada para leitos de hospitais. Dessa forma, a morte passa a ser um assunto quase não discutido, um tabu. Temos medo de falar dela, é quase proibido tocar em seu nome.

Como disse Geoffrey Gorer, em “A Pornografia da Morte”, de 1955, citado no texto de Vivian, quanto mais a sociedade se libertava dos constrangimentos vitorianos em relação ao sexo, mas rejeitava a morte. A mistura de erotismo e morte, procurados nos século XVI ao XVIII, reaparece em nossa literatura sádica e na morte violenta em nossa vida diária.

Aí chego ao jornalismo atual, na morte violenta apresentada diariamente. Uma morte que é atrativa aos olhos por ser grotesca, mas que não leva a nenhuma reflexão crítica da realidade, dos fatos, como o bom jornalismo deve fazer. A tela da TV passa a ser uma espécie de vitrine de açougue para os nossos olhos ávidos pela miséria alheia.

Nesse quadro inserem-se programas televisivos ou jornais encharcados de sangue, nos quais transbordam esquartejamentos, facadas, queimaduras, assassinatos, corpos mutilados, expostos para quem quiser comprar alguma parte. Filmes como “O Albergue”, de Eli Roth, confirmam “nosso fascínio” atual pelas atrocidades. Banquete que excita pela maneira como a narrativa é construída, seja no jornalismo ou na ficção ou no jornalismo-ficção.

É claro que o público não quer ver cenas trágicas como essas. O atual sistema de valores simbólicos em relação à morte é que propicia o aparecimento massivo desse tipo de jornalismo ou pseudo-jornalismo. Mas não exclui a culpa pela péssima qualidade das matérias produzidas, o cinismo daqueles que pensam esse tipo de programa e que deliberadamente querem fazer sensacionalismo.

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