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Criticando a crítica do single “Me adora”

Lendo a coluna de Hagamenon Brito, crítico musical do Correio da Bahia, me deu vontade de analisar Pitty e seu mais novo single “Me adora”, retirado de Chiaroscuro, novo álbum da artista baiana. E fazer um releitura da crítica do crítico.

Pin up roqueira

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Pois bem, Hagamenon diz que o “foda” utilizado por Pitty no refrão da música é uma expressão que “traduz a realidade de um termo que foi desconstruído do seu sentido original pelo linguajar dos jovens. Esse tipo de desconstrução também ocorreu um dia com porra e caralho, por exemplo (o carioca, aliás, criativamente, transformou caralho em caraca)”. Ok, certo. E continua. “Como diria o grande Millôr Fernandes, 85, é o povo fazendo sua língua. Na crônica Foda-se, o escritor diz que ‘os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos fortes e genuínos sentimentos’”. Ok também. Corretíssimo. (aliás, adoro os textos de Millôr). Já é sabido pela psicologia, neurociência e pelos poetas, que os palavrões são recursos valiosíssimos para nos desviar da dor, além de serem expressões que funcionam como esporros dos sentimentos que não conseguimos traduzir. Nada de novo.

 

Além de Pitty, uma outra banda utilizou “foda” em sua letra. Legião Urbana, na música 3×4, diz que “O sistema é mau/ Mas minha turma é legal/ Viver é foda/ Morrer é difícil…”. Cito mais uma banda que eu gostava muito, o Ultraje a Rigor, que utilizou no refrão o velho e catártico filho da puta, na letra intitulada Filha da Puta, do excelente Roger. O próprio Hagamenon relembra a ótima Camisa de Vênus, também baiana, com seu “Bota pra fuder”.

 

Citando esses exemplos quero dizer que o que Pitty fez já foi feito e não quebra nenhuma barreira ou choca em tempos em que a pornografia pode ser acessada com alguns cliques. Claro que sempre haverá pessoas que se surpreenderão e dirão que a letra da cantora é chula e de mau gosto. Essas pessoas não sabem nada de rock e de seu poder sexual. A única coisa que parece destoar na canção é ela, a palavra “foda”, já que a música é singela, com um tempero meio anos 60. Mas tudo bem, ficou legal.

Tirando uma frase ou outra que eu possa concordar, me soa pura pressão o seguinte parágrafo escrito por Hagamenon. O destaque em negrito pode ser lido como o “pura pressão”.

Escreve Hagamenon:

Com Pitty, entretanto, o uso do palavrão ganha uma dimensão maior em termos de abrangência pop. A cantora é o artista de rock’n’roll que melhor traduz o espírito juvenil brasileiro nesta década. Ao estourar nacionalmente, em 2004, ela foi a pessoa certa na hora certa, uma cantora de personalidade que transpôs os limites do underground para o mainstream, mas que não perdeu a lógica punk do faça-você-mesmo, o que confere sinceridade à sua música e à sua relação com o público.

Sim, acaba de me ocorrer um nome que realmente choca muito mais com suas letras e nesse sentido pode ser até mais rock do que as distorções de Pitty. Tati Quebra-Barraco. Nas letras, quase sempre ou sempre, de um apelo sexual pornográfico, Tati diz o que gosta no sexo com frases, essas sim, que fariam muita gente cair com as pernas para trás. “Fama de Putona”, “Espanhola”, “Dako é Bom”, “Orgia”, entre outras, chocariam muito mais, nesse sentido. Que tal o refrão de “Espanhola”: “Pegue nos meus peitinhos/ No meio vai a rola/ Faça os movimentos que a porra vai na boca”. Uau!!! Não é pra todo mundo.

 

 

Novo disco

Novo disco

Não desfaço do talento de Pitty, mas sua imagem contribui para a sua força. Todos sabemos do poder da beleza na sociedade e do magnetismo do sexo envolvido na relação entre artista e público. Pitty é linda e tem um corpo desejável, além de dizer em suas letras o que muitos querem ouvir: “Ela disse o que eu queria dizer”, “Essa música traduz minha vida”, são frases que já ouvimos e até dissemos dos artistas que admiramos. Como disse, a beleza pode não ser seu talento maior (para alguns), mas não se pode negar esse tipo de energia. Clipes como “Me adora” ou “Equalize”, música do primeiro disco, nos mostram caras, bocas, gestuais de sedução, de atração. Gostamos da música, mas não nos esquecemos do poder do sexo.

Para mim, “Me adora” é uma música legal, radiofônica, com uma letra simples. Eu gosto. Até aí tudo bem. Mas elevar demais sua importância por causa de um “foda”, não me parece acertado. Sim, fora o fato de que o clipe dirigido por Ricardo Spencer vai dar à música uma dimensão ainda maior e justamente por causa da imagem de Pitty. Aí é outro ponto que vou desenvolver.

 

 

Há, também, o fato de Pitty ser uma mulher, nordestina, em um cenário dominado por homens. Isso é importante e foi o que disse Nando Reis para Hagamenon: “Ela é poderosa, carismática. Fico feliz pelo sucesso dela e pelo fato de ser uma mulher vencendo num ambiente predominantemente masculino. É bom quebrar as estatísticas. De dez em dez anos é que isso acontece no Brasil”. Pitty veio do underground baiano e venceu no mainstream nacional.

 

Outro ponto que sempre martela em minha cabeça é o discurso ou discursos de Pitty. A acho inteligente, mas muito mais inteligente nas letras das suas canções do que em suas entrevistas. Nelas, Pitty parece reproduzir conceitos e ideias, sem criticá-las ou mesmo ter uma dimensão maior do impacto de determinados assuntos. Um exemplo. Em uma entrevista concedida ao programa “Contemporâneo”, do GNT, há uns três anos, o apresentador perguntou se Pitty achava que existia diferenças entres os sexos masculino e feminino. Pitty, claro, disse que sim, e que homens e mulheres pensavam diferente, que seus cérebros trabalhavam de forma distinta. O apresentador pediu para que Pitty desse um exemplo, mas ela só soube dizer “Aí você me pegou”.  Ou seja, reproduziu o senso comum, mas não soube desenvolver. Já vi Pitty cair nessa algumas vezes. É como se ela citasse uma frase erudita, sem ter lido o livro.

 

Diz Hagamenon:

 

A essa altura do campeonato, Pitty já se consolidou como o maior nome de sua geração no rock, mesmo  que, na Bahia, muitos ainda não tenham a dimensão exata do que ela representa.

Pitty pode até ser o maior nome do rock de sua geração, o de maior visibilidade, mas não significa que seja o melhor. Creio que muitos citarão, por exemplo, a banda Vanguart, de Cuiabá, como sendo melhor. Ou até o Los Hermanos, que embora seja um pouco mais velha que Pitty, foi criada em 1997, o sucesso estrondoso só veio com “Bloco do eu sozinho”, de 2001.

Resumo da ópera-rock: gosto de Pitty, tenho seus discos, reconheço sua importância no cenário, mas ela não é nenhuma Patti Smith.

Leia aqui a crítica de Hagamenon.

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O sabor de Zélia Duncan

zdZélia Duncan está entre as cantoras que mais gosto. Gosto de mulheres com vozes graves. Até hoje considero Cássia Eller uma das minhas intérpretes favoritas.

Com “Pelo sabor do gesto”, lançado no início de junho, a cantora continua trazendo boas letras e melodias pop bem feitas. Claro, apesar de ser boa letrista, Zélia está muito bem acompanhada por Zeca Baleiro, Chico César, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, Moska, entre outros. 

O disco foi dirigido por John Ulhoa, guitarrista do Pato Fu e traz, entre outras,  a participação de Fernanda Takai, a vocalista do Patu Fu e esposa de John.

Neste nono álbum da cantora carioca, ela continua trazendo para o seu repertório a obra do fantástico e pouco divulgado Itamar Assumpção. Acho isso muito legal, já que Itamar é completamente ignorado. Se não fossem os esforços de poucos, o artista continuaria no limbo e certamente seria uma tremenda burrice.

Gostei do disco. Ele é mais um ponto de valor na carreira dessa grande cantora.

Lista de músicas do álbum:

1- Boas razões

2- Todos os verbos

3- Telhados de Paris

4- Tudo sobre você

5- Sinto encanto

6- Pelo sabor do gesto

7- Ambição

8- Esporte fino confortável

9- Os dentes brancos do mundo

10- Se eu fosse

11- Aberto

12- Se um dia me quiseres

13- Duas namoradas

14- Nem tudo

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Duas pérolas

São estes os dois discos que me acompanham ultimamente. Duas pérolas de diferentes matizes. “It’s Blitz!”, do Yeah Yeah Yeahs e “Years of refusal”, de Morrissey - o antigo vocalista de uma das bandas mais legais que o pop já produziu, o Smiths.

yyy

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Apenas sugiro as audições!!!

Bom feriado para todos!

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Haja criatividade!

luiz_caldas1Dos músicos daqui de Salvador, entre cantores e bandas, tenho as minhas preferências. Acho Carlinhos Brown fantástico e gosto muito de Daniela Mercury. Cantora poderosa, repertório coeso e energia fascinante, que fez delirar e encantar uma das maiores intelectuais da atualidade, a norte-americana Camile Paglia – esta, aliás, um das mentes que mais admiro. Inclusive, na revista Bravo! deste mês a escritora produziu um ensaio sobre o carnaval de Salvador.

 

Voltando aos artistas soteropolitanos, estava citando os que mais admiro e com certeza não podia faltar Luiz Caldas, o precursor do que se convencionou chamar Axé Music (a música que lançou o axé para o mundo foi Oxumalá). 

 

Seria impossível não comentar sobre Luiz Caldas, já que neste mês ele vai lançar de uma só tacada 10 álbuns de gêneros diferentes. São 130 músicas inéditas!!! No Brasil, pelo que eu saiba, nunca houve empreitada tão ambiciosa. E não é só! No ano de 2010, o pai do Axé vai lançar mais 12 discos, cada um em um mês. As músicas já estão sendo gravadas. Haja fôlego e criatividade.

 

Hoje, Luiz César Pereira Caldas está com 46 anos e diz que o Axé vai acabar quando o Carnaval acabar. Concordo, já que o Axé depende da indústria do Carnaval para sobreviver. E caso o Carnaval acabe, o que acho bem remoto, o Axé terá que se modificar e criar novas estruturas. Mas se Axé é sinônimo de artistas como Luiz Caldas, então nunca vai terminar, já que no Axé há mistura de ritmos e estilos, assim como em outros gêneros.

 

Os dez CDs têm nove ritmos diferentes: samba, frevo, axé, rock, instrumental, forró, MPB (dois discos), “superpopular” (brega rebatizado por Luiz e seu parceiro César Resec) e tupi. Sim, tupi. Luiz fez um disco inteiramente cantado em tupi, com sonoridade de galhos e folhas e que se chama Heengara Recé Taba, que em português quer dizer cantor de aldeia.

 

Luiz diz que não se importa com as críticas, pois sabe da dificuldade do projeto. Conhecedor profundo de harmonia, melodia, além de tocar violão clássico, ser solista e “arranhar” em outros instrumentos, Luiz fala: “Minha preocupação é fazer. Pelo meu conhecimento musical, sei da complexidade do projeto e como ele pode ser classificado. Não vai ser a opinião de um leigo que vai mudar minha forma de ver, de compor ou de agir”.

 

Quem acha que a obra de Luiz se resume à música Fricote ou como ficou mais conhecida, Nega do Cabelo Duro, precisa pesquisar. Vai descobrir 19 álbuns, alguns deles coletâneas, e faixas como Ajayô, É Tão Bom, Haja Amor, Lá Vem o Guarda e muitas outras. São músicas simples, diretas e honestas. Bem feitas e populares, qual o problema? Luiz sabe disso, pois poderia fazer música clássica se quisesse.

 

Estou com Luiz Caldas e sei do seu valor para a música popular.

 

Estou louco para ouvir esses 10 álbuns e os próximos 12.

 

*Parte das informações deste texto foi retirada da revista Muito, do jornal A Tarde.

 

** A foto acima está desatualizada, já que Luiz cortou os cabelos.

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Eu gosto do que não gosto (é possível?)

zecaZeca Camargo resolveu fazer um post no qual os seus leitores fizessem perguntas para ele responder. Como sempre ando por lá e sei que o cara ama música de qualquer gênero, assim como eu, resolvi fazer uma pergunta.
Mas antes de lê-la, gostaria que você que passa por aqui, me respondesse exatamete a pergunta que fiz pra ele: é possível ouvir emocionado uma música que racionalmente não gosta?

Para mim, sim. Quando você gosta de uma música isso envolve muitas coisas: melodia, harmonia, timbre, estilo da canção etc. Existem muitas coisas que o ouvinte pode alegar para chegar ao “gosto” ou “não gosto”. Até a distância de casa pode fazer você ouvir e gostar de músicas que anteriormente você desprezava. O lado emocional, nesse caso, é forte.

Quando estava no Rio de Janeiro uma música do então Gera Samba, aquele que virou É o Tchan, me deixava emocionado. Então, aquela sonoridade me trazia de volta aos meus amigos, às brincadeiras e ao amor que deixei em Salvador. Me emocionava com aquela música do já extinto grupo, mas sabia que não era minha banda predileta nem o tipo de som que me enchia os ouvidos.

Enfim, é possível se emocionar de forma positiva com músicas que você racionalmente não gosta. Mas o terreno das emoções é outro e nele cabe coisas que a razão desconhece.

Resposta do Zeca:

Sandro Caldas -É possível ouvir emocionado uma música que racionalmente não gosta?

Zeca - A gente só pode dizer que não gosta de uma música depois de ouvi-la. Assim, a emoção vem sempre antes do “gostar ou não gostar”. São processos diferentes - e me divirto com os dois.

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Um prazer em extinção

Você se lembra da última vez que foi a uma loja de discos e ficou passeando entre as seções, com alguns álbuns na mão e indeciso sobre qual levar pra casa? Já faz tempo, não é? Pois é, esse prazer, se não acabou definitivamente, está prestes a se tornar uma lembrança.

 

Lembro-me quando eu ia feliz comprar aquele CD ou aquele vinil (alcancei essa fase), louco para chegar em casa e escutá-lo. Na época, ia a lojas como Aki Discos, A Modinha e BillBox, Flash Point, além de percorrer o centro da cidade na minha busca. O primeiro vinil que comprei foi, se não me engano, do Erasure. O nome da bolacha, já não me lembro..era aquela que tinha um smile na capa.

 

Não é nostalgia barata, mas o prazer de comprar um disco é bem diferente daquele de baixar um álbum ou a discografia inteira de uma banda. Claro, pela internet a possibilidade de conhecimento é bem maior. Graças à web pude aprofundar meus conhecimentos sobre bandas e artistas como Aerosmith e Chico Buarque, por exemplo, além de conhecer muitos que de outra forma seria bem difícil, já que o dinheiro que disponho não dá para aplacar a sede musical que trago em mim.

 

Mesmo assim, aquele prazer de ir a uma loja de discos e perguntar sobre o novo disco do Radiohead (só para citar um que esteve por nossas terras) é insubstituível. Lembro-me quando comprei “Ok Computer”. Levar o disco em minhas mãos, lendo seu encarte, observando a arte impressa, tocando no objeto como uma descoberta arqueológica, era demais!

 

Enfim, mudança de era, de costumes. Quem teve a oportunidade de viver essas fase, quando ir a uma loja era mais do comprar um disco, mas todo um ritual, maravilha. Resta a lembrança. O importante é que música continua sendo uma das coisas mais maravilhosas que existem.

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Alanis Amarante

Nos idos de 1996 eu fui ao meu primeiro show internacional (o segundo foi o do Placebo, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves). Conhecia muito pouco do maravilhoso disco Jagedd Little Pill (1995), mas fui como um fã das poucas canções que ouvi até ali. Alanis Morissett era o nome da artista.

O show foi no antigo Metropolitan, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Cheguei cedo, muitos chegaram também. Quando as portas se abriram, rodas de amigos se formaram para bater aquele papo antes do espetáculo. Vi pessoas com o disco na mão, cantando as músicas como mantras. Alguns famosos estavam lá: George Israel, do Kid Abelha e Suzana Werner (tenho impressão que ela “atuava” em Malhação), que assistiu ao show do meu lado. Estava só e saiu só (acho).

Na época, Taylor Hawkins, o baterista do Foo Fighters fazia parte da banda.
Achei as músicas vibrantes, com uma energia fabulosa. Adoro “Forgiven”, sempre me deixa com vontade de dizer verdades com muita raiva.

Enfim, lembro este fato por saber que Alanis vem tocar aqui em Salvador. Mas é mais do que isso. Considero Alanis uma excelente artista, que influenciou muitas meninas que vieram cantar suas agruras e felicidades femininas: separação, traição, sexo etc. (Não posso esquecer de Tori Amos – outra artista que influenciou nos mesmos moldes). Quando ouço Kate Perry, lembro de Alanis, embora o seu disco de estréia “One of the Boys” não seja tão bom quanto Jagedd Little Pill. Eu gostei, ouço direto, mas falta a força lírica, interpretativa e melódica que o de Alanis possui.

Espero que Alanis faça um maravilhoso show no Festival de Verão.

***

Outra coisa que quero comentar é o disco de Amarante com sua banda Little Joy, formada por Rodrigo Amarante, Fabrizio Moretti e Binki Shapiro (lindinha ela, viu?).

Ontem, voltando de mais um dia de labuta, coloquei “Dig Out Your Soul”, o novo disco do Oasis, para tocar…excelente. O melhor desde o lindo “(What’s The Story) Morning Glory?”. Em seguida, começou a tocar o disco do Little Joy. A primeira vez que ouvi, não me impressionou muito. Isso acontece sempre, né? É normal não perceber a beleza de determinados trabalhos em apenas uma audição. E o disco de Amarante me ganhou. Achei lindo mesmo. Possui aquela atmosfera deliciosa dos anos 50, 60. De uma juventude ingênua até. Sabe, me lembrou Beach Boys.

Sempre gostei muito do Amarante e ficava pensando se gostava mais das músicas dele ou de Marcelo Camelo. Embora Camelo tivesse mais composições nos discos do Los Hermanos, sempre curti mais a pegada, as melodias e as letras de Amarante. Calma, também sou fã de Camelo. Os dois estão trilhando caminhos de cores diferentes e nos dando músicas boas, acrescentando qualidade ao cenário pop, tanto nacional quanto internacional.

E que música legal, essa aí abaixo.

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Meu coração é seu

Um dos melhores vídeos que vi este ano é da banda Gnarls Barkley. A música é “Who’s Gonna Save My Soul”, do álbum “The Odd Coulple” (2008). O disco é excelente! Danger Mouse e Cee-Lo, os nomes dos caras, formam a dupla de músicos dos Estados Unidos.

Sim, ”St. Elsewhere” (2006), primeiro álbum, é muito bom também e traz outro clipe lindo, “Crazy”.

 

 

 

 

 

 

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Meu espaço

Confesso que este post é masturbatório. Mais do que alguns que já publiquei, já que este é uma propaganda para os resistentes visitantes deste espaço.

 

Resolvi criar uma conta no My Space para oferecer aos ouvidos alheios uma parte da minha vida que eu gostaria que fosse meu ganha-pão: a música. Dessa forma, quem tiver a curiosidade de encarar minhas canções, vai se deparar com 3 de muitas que fiz ao longo de dez anos. Aos poucos vou publicando as outras.

 

Calma, não se animem muito. Vocês não vão ouvir a última palavra em música feita no mundo. Não criei um novo estilo, nem sou o novo porta-voz da geração pós-moderna que se alimenta de bytes.

 

Vão ouvir erros de português. Voz fraca. Interpretação tosca. Meu Deus, que anti-propaganda! Estou sendo apenas crítico. Eu me acho um bosta? Claro que não. Gosto das músicas que faço (a maioria) e gosto mais ainda das letras que escrevo. E me acho rezoavelmente legal nesses quesitos. Eu sei, tenho que evoluir MUITO!!!

 

Portanto, caso visitem meu espaço, se gostarem de pelo menos uma frase das letras ou uma melodia soar “até que não é ruim”, passem adiante, indiquem, me projetem para o mundo da música.

 

Garanto a vocês uma coisa: vão poder visitar meu camarim e utilizar umas das 349 toalhas verde-limão com o meu nome bordado.

 

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Pule, reze, mas não cheire!

Não vou falar sobre legalização de qualquer droga. Mas não posso deixar de dizer o quanto todos somos tão hipócritas por considerar legais os cigarros de marca e a maconha, não - embora a campanha contra o tabagismo esteja acentuada. E nossa sagrada bebidinha não fica atrás, já que as propagandas de bebidas nos dão a impressão de que basta tomar um gole para as mulheres se jogarem em nossos colos ou que a vida pura felicidade. Sim, podem esquecer que o álcool é a droga que mais causa acidentes e por aí vai.

 

Dois exemplos da barbárie moralista. Enfim, um dia me prolongo mais sobre isso.

 

Trago para vocês, se é que já não conhecem, o mais novo hit religioso contra as drogas: Pó Pará Com Pó. Quem canta é Jake (quem?), no programa Vozes da Igreja, acho que de São Paulo.

 

Jake parece uma mistura de Maria Bethânia com Daniela Mercury….e o que são aquelas duas dançarinas atrás? É tudo brega mesmo, mas vale a mensagem: parar com o pó rapaziada. Menos sal, açúcar, farinha de trigo..opa, não é esse o pó? Certo, não tinha entendido.

 

Carreguem o vídeo, afastem as cadeiras e pulem!

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