Archive for category Música

O choro do blues

115garymoore2gg6Vez ou outra eu me pego imitando o choro da guitarra de Gary Moore em “Still Got The Blues”, música de 1990.
Me lembro que ao ouvir esta música eu sempre me emocionava e em situações de paixão (em 1990 era Veruska…divagações), onde a alma fica sensível ao toque, eu chorava.

Sem mais delongas, deixo vocês com o vídeo desta linda balada.

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Crítica de disco: Manuscrito

capaForam 17 anos de carreira junto ao irmão Júnior. Este, antes de Sandy, lançou um disco em 2008 com sua banda de rock 9 Mil Anjos (9MA), que infelizmente não foi bem-sucedido. O disco não é bom.


O tão esperado 1° álbum solo de Sandy Leah, que chama-se Manuscrito, e que chegou às lojas nesta sexta-feira (7), parece a continuação dos discos que a cantora fazia com o irmão, especialmente os álbuns que se diziam mais amadurecidos, como o último da dupla. E para fazer um parêntese, este comentário não deprecia a dupla, já que, apesar de nunca ter sido um grande fã, gosto muito de algumas canções.


Manuscrito tem 13 faixas de um pop que não traz acréscimo à carreira de Sandy. Tanto melodicamente quanto liricamente. As letras confessionais de Sandy não revelam nada de muito…revelador e desfilam clichês como “a vida não tem manual”!. “Discutível Perfeição”, do último disco de Sandy como dupla, tem uma letra muito mais confessional. As músicas tem arranjos pouco inventivos, opacos, sem graça.


Este tempo que Sandy ficou de molho, fazendo pequenos shows, nos quais cantava basicamente músicas da MPB tradicional e clássicos do Jazz, em minha cabeça indicava um caminho diferente para a artista, que explorasse sua bela voz, inclusive com letras mais bem compostas, dela ou não. Com esse disco ficou claro, como ela mesma afirmou, que enveredar por esse tipo de canção ainda está longe de sua capacidade como artista, embora cante bem determinados temas.


Mas, sinceramente, esperava muito mais das músicas, do canto, das letras de Manuscrito. Achei que Sandy pudesse fazer um pop mais consistente.


Todas essas minhas observações talvez sejam fruto de alguns fatos que giram este disco. Dois deles têm os nomes de Lucas Lima e Júnior Lima, produtores do trabalho. Quase todas as faixas são dela juntamente com o irmão e o marido. Para mim, o disco tem cara de Sandy e Júnior, com muito menos força pop e com alguma chatice musical da Família Lima.

A melhor música do disco, para mim, é “O que faltou ser”, justamente um das duas canções que ela fez sozinha. Sim, “Pés Cansados” é outra faixa bonitinha. Mas talvez Sandy devesse esperar mais tempo e tentasse compor o álbum inteiro ou procurasse parceiros que lhe dessem outras perspectivas, outras cores musicais. Saiu insosso.


Eu torcia para que este disco batesse em mim como uma Juliana Khel ou Céu: boas letras, bons arranjos, boas melodias. Não aconteceu, embora seja nitidamente um disco bem produzido pela dupla citada acima e que soe (ponto para ela) como se Sandy não quisesse impressionar a crítica, que ainda torce o nariz para a sua trajetória.


Músicas:
1.  Pés cansados (Sandy Leah / Lucas Lima)
2.  Quem eu sou (Sandy Leah / Lucas Lima)
3.  Tempo (Sandy Leah / Lucas Lima)
4.  Ela / Ele (Sandy Leah / Lucas Lima)
5.  Dedilhada (Sandy Leah / Junior Lima / Lucas Lima)
6.  Sem jeito (Sandy Leah / Lucas Lima)
7.  Duras pedras (Sandy Leah / Lucas Lima)
8.  O que faltou ser (Sandy Leah)
9.  Perdida e salva (Sandy Leah / Lucas Lima)
10. Dias iguais (Sandy Leah / Nerina Pallot)
11. Mais um rosto (Sandy Leah / Lucas Lima / Junior Lima)
12. Tão comum (Sandy Leah / Junior Lima / Lucas Lima)
13. Esconderijo (Sandy Leah)

Você pode ouvir Manuscrito aqui

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Outro belo clipe, Gaga

Sou fã de Lady Gaga, alguns sabem. Excelente cantora, boa letrista e boa compositora, além do seu visual indefinível e sempre criativo, que brinca com a moda de forma inteligente. Não bastasse tudo isso, seus clipes são muito interessantes: Bad Romance e Paparazzi estão aí e não me deixam mentir.

O clipe abaixo é da música Telephone e já se tornou um hit instantâneo, sendo visto por mais de meio milhão de pessoas em aproximadamente 12 horas. O vídeo traz a participação de Beyoncé.

Outro belo clipe, Gaga!

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O “Volume One” de Zooey Deschanel e Matt Ward

fotosheSou movido por paixões quando o assunto é música, cinema e literatura. Nas minhas investigações pelo mundo virtual, tive o prazer de ver o vídeo “Why Do You Let Me Stay Here”, da dupla She & Him, composta por…suspense…a atriz Zooey Deschanel e o produtor Matt Ward. Quem ainda não se lembrou de Zooey, cito dois filmes que amo: “Quase Famosos” (2000) e o recente “500 dias com ela” (2009).

Zooey, que tem esse nome por conta do livro “Franny e Zooey” (1961), do falecido escritor J.D. Salinger, nasceu em Los Angeles e tem 30 anos. Vem de uma família que possui cinema nas veias. Seu pai é o diretor de fotografia Caleb Deschanel e sua mãe é a atriz Mary Jo Deschanel.

Mas esqueçamos o cinema desta vez. Falemos de “Volume One”, EXCELENTE primeiro àlbum lançado pela dupla em 2008 e que foi escolhido disco do ano pela respeitada revista “Paste”, dos Estados Unidos.

cAo ouvir “Why Do You Let Me Stay Here”, que é a segunda faixa do disco, fiquei muito curioso para saborear as outras faixas - sempre faço relação entre sabor e saber. À medida que fui ouvindo, fiquei tão entusiasmado que em dois dias já tinha escutado 7 vezes as 13 faixas.

As melodias são carregadas de um verniz sessentista ingênuo, delicioso, ancoradas na estrutura simples e poderosa que mistura baixo, bateria, guitarra, piano e banjo, basicamente. É um tipo de música que adoro, que me lembra os bailes e romances que eu não vivi, mas que estão diretamente ligados às minhas emoções mais profundas. Simplesmente me deixam feliz.

Zooey sabe cantar muito bem, sua voz é linda. Além disso, toca piano (instrumento que pratica desde criança). As letras, mesmo que você não entenda tudo que elas querem dizer (caso não seja fluente em inglês como eu), percebe-se que são como as melodias: carregadas de docilidade, ingenuidade, embora tragam, também, o lado doloroso dos relacionamentos. É Zooey que compõem a maioria das letras.

A artista disse, em entrevista para a Folha de São Paulo, que gosta de filmes, mas prefere a música por ser mais pessoal. Não que eu não queira mais vê-la atuando, mas caso ela siga apenas a carreira musical compondo músicas como as do “Volume One”, posso fingir que ela nasceu somente para compor e cantar.

O aguardado “Volume Two” será lançado no final de março. Imaginem minha ansiedade!!!

Abaixo convido vocês a ouvirem “Why Do You Let Me Stay Here”.

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Juliana Kehl

capaEla é paulistana e tem 32 anos. É formada em artes plásticas pela FAAP, de São Paulo. Lançou seu primeiro álbum em novembro de 2009, que leva seu nome e contém 12 músicas, das quais 10 são de sua autoria. Desde ontem se tornou meu novo entusiasmo. Ela se chama Juliana Kehl, cantora e compositora de primeira.


Foi no meu habitual giro pelos sites de jornais e revistas nacionais, que descobri essa linda cantora.

Uma coisa que notei, e pode parecer tardia essa minha observação, é que em tempos onde compomos, produzimos e lançamos nosso próprio material, sem aval de grandes corporações, tenho visto alguns artistas lançando seus trabalhos “tardiamente”. Não há mais “seu tempo já passou”! Qualquer hora é hora e sempre encontro coisas muito boas!


kehlJuliana Kehl começou sua carreira de forma engraçada até. Foi assistindo ao filme “The Girl Can’t Help It”, no qual Julie London aparece como fantasma dentro de uma cena cantando “Cry me a River”, que Juliana pensou: “Eu podia ser cantora”. Mais simples impossível, mas foi dessa forma que ela resolveu soltar sua voz. Que bom!

Sua música é uma mistura bem feita entre MPB tradicional e música eletrônica. Claro, não fica por aí, já que podemos encontrar samba nessa salada. Podemos pensar: isso não é bem novidade, já que Fernanda Porto também faz essa mistura muito bem feita. Mas mesmo sabendo que originalidade genuína é algo muito difícil, quando ouvi Juliana, apenas ouvi Juliana. Gostei muito das músicas.

Quero compartilhar com vocês duas delas. Espero que gostem.

Se quiserem conhecer mais a cantora, visitem sua página http://www.myspace.com/julianakehl

Vejam aqui essa entrevista feita por Sérgio Martins, crítico musical da revista Veja.

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Clipe do dia!

Já se passaram vinte anos desde que ouvi o R.E.M. pela primeira vez, banda que continua sendo minha predileta de todos os tempos e olha que gosto de muitas coisas. Apesar da Saída de Bill Berry, o baterista das caras da Georgia, Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck continuam firmes e sempre bons.
“Accelerate”, mais recente e já clássico disco da banda, comprova isso. Já ouvi esse álbum dezenas de vezes e está entre os meus preferidos, junto com “Automatic for the People”, “Murmur” e “Out of Time”.
Amanheci esse 19 de janeiro ouvindo “Man Size-Wreath”, segunda faixa do “Accelerate”. Adoro.
Coloco abaixo o vídeo dessa música para que vocês - se não conhecem - sejam apresentados. Mas indico o disco inteiro. Não é o clipe original.

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Liquidificador

Como vocês vão ver, a postagem saiu psicodélica…e não houve meio de consertar!!!

São esses “caras” abaixo que estão passando pela minha cabeça neste momento. Música, literatura noir, biografia, livro de entrevistas…

stoneNos sites que costumo ir, duas dicas de álbuns: Remain in Light, do Talking Heads e Stone Roses (Legacy Edition), o disco que comemora os 2o anos do primeiro e perfeito disco da banda inglesa.  Desses dois, fico com o segundo. Bateu na veia e ainda é um álbum brilhante, com músicas perfeitas.

Remain in Lighremaint, do genial David Byrne, não fica atrás como referência no mundo pop, mas foi uma questão de “pele” e pronto.

magoNo meu aniversário - sim, eu fiz no dia 9 de dezembro - me dei de presente dois livros. Um é sobre a vida de Paulo Coelho, a biografia O Mago, escrita pelo ótimo Fernando Morais. Talvez se outro cara tivese escrito, não comprasse. Mas depois de ter lido Chatô - O Rei do Brasil virei fã desse jornalista. O fato é que independente de eu gostar ou não dos livros de Paulo Coelho (e confesso que tentei ler O Monte Cinco e achei chatão), o cara é uma figura muito importante na nossa cultura, tirando o fato dele ter sido parceiro de Raul Seixas.

woodyO outro livro foi Conversas com Woody Allen. Bom, sou fã, muito fã desse baixinho genial. Adoro seus filmes, seus diálogos, sua direção, suas paranoias, tudo. Tava na minha lista e tive a felicidade de adquirir agora.

meninaPara fechar, estou lendo o segundo livro da trilogia Millenium, A Menina que Brincava com Fogo. Estou quase terminando. A essa altura posso afirmar que o livro é bom, mas se há um pecado é o excesso de detalhes. O mesmo excesso do primeiro. Quando isso ajuda na construção dos personagens e é fundamental para ahistória, tudo bem, mas não é o caso. Essa enxurrada de informações só mostra que o autor teve muita imaginação, o que nem sempre se traduz em boa narrativa.

E claro, tudo isso temperado com os dois álbuns da minha nova musa:

fame

the-fame-monster

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Chico e Lady

Hoje quero falar sobre duas descobertas. Uma é nacional, carioca; outra é de fora, dos Estados Unidos. Vou falar de Chico Buarque e Lady Gaga.

Chico Buarque todo mundo conhece, gostando ou não. Mas a descoberta que fiz não foi na área musical e, apesar de tardia, valeu muito a pena. Falo do novo romance desse também escritor, que já se aventurou com sucesso pelo teatro.

leiteJá sou fã de Chico há muito tempo, admirador eterno das suas letras e melodias. Extremamente difícil um país produzir músicos tão refinados lírica e melodicamente. E fico com Tom Jobim sem dúvida: os três países que fazem a melhor e mais diversificada música do mundo são Brasil, Cuba e Estados Unidos. Mas não vou me alongar mais nesse quesito. Descobri o Chico romancista por aquele que é considerado o melhor dos seus romances, “Leite Derramado”, lançado esse ano. Os outros são “Estorvo”, Benjamin” e “Budapeste”.

O livro narra a história de um senhor muito idoso que se encontra no hospital e conta para quem quiser ouvir sua história de vida e seu amor por Matilde, grande amor de sua vida que o deixou aos 17 anos.

A obra de Chico tem o mérito de contar uma saga familiar de mais de duzentos anos em menos de duzentas páginas. Feito fabuloso, já que sagas desse tipo, que percorrem gerações, são livros geralmente muito grandes, calhamaços. E o mais incrível é que Chico consegue dar substância a todos os personagens citados, e não são poucos.

Fiquei apaixonado pelo romance, pela sua sensibilidade, sua poesia, sua maneira de contar a história dando voltas que apenas parecem se repetir, mas que sempre trazem uma nova informação e nos coloca um pouco mais ciente da trama.

Descobri um novo Chico e adorei.

ladyA minha segunda descoberta é na área musical. Acho também que poucos ainda não devem ter ouvido falar de Stefani Joanne Angelina Germanotta, ou apenas Lady Gaga, essa jovem cantora e compositora de 23 anos, nascida em Nova York. Mas se ainda não ouviram falar em seu nome ou não escutaram sua música, peço um pouco de atenção. E para ser mais enfático, mesmo que não convença ninguém, acho que ela deve ser a melhor artista pop que surgiu esses últimos anos. E para quem também não sabe, seu nome foi inspirado na música “Radio Gaga”, do Queen, uma de suas influências.

Quando ouvi o burburinho ao redor do seu nome, não dei muita importância. Segui em frente escutando outras coisas, coisas boas até, muito boas, mas que já eram de artistas consagrados ou até de novos artistas. Mas e o impacto, o tal do “Poxa, é bem diferente de tudo que há por aí”? Isso eu senti com Lady Gaga. E senti vendo o clipe de “Bad Romance” um dia desses. Me apaixonei. O vídeo é engraçado, sexy e a música é inteligente. Saquei a influência do Queen de cara e pensei que essa garota ainda vai fazer muito barulho. Já tem alguns críticos que a consideram sucessora de Madonna, outra influência.

São dois discos de estúdio, “The Fame” (2008) e The Fame Monster” (2009). Baixei os dois. Adorei os dois. Ambos são êxitos de crítica e público. Lady é performática, Kistch, retrô, futurista, é moda, é sexo, é dance e é rock e além de tudo toca muito bem piano e canta muito bem.

Abaixo vocês podem assistir a dois vídeos da minha nova musa, “Bad Romance” e da linda balada “Speechless”. Espero que gostem. Me contem o que acharam de Lady Gaga.


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Kate Moss

kateGosto de White Stripes, acho uma anda bem legal. Mas não quero falar do som dessa dulpa, mas de um clipe em especial com uma das modelos que meu cérebro apita quando vê: Kate Moss. Adoro a beleza dessa inglesa nascida em Londres, em 16 de janeiro de 1974.  Lembra algo de felino, assim como outra que acho maravilhosa: Michelle Pfeiffer.

Bom, o clipe é “I Just Don’t Know What To Do Whit Myself”. Kate fazendo Pole Dance sempre é bom ver - pelo menos, para mim!

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NME deu a dica

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Página da NME

Repasso aqui a dica do excelente semanário inglês NME, que resolveu criar uma lista com 50 bandas e artistas que supostamente são o futuro da música. Achei todas as que escutei interessantes, mas ainda não sei dizer se serão o futuro do som. Lembrando que esse é o ponto de vista inglês.

A banda The Big Pink, por exemplo, soa como Joy Division, reparem! Elas se parecem com algo que vocês ouviram ou ouvem? São realmente o futuro do pop? Tirem suas conclusões!!!

Abaixo, 5 bandas. Veja a lista completa no site da NME.

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