Archive for category Música

O “Volume One” de Zooey Deschanel e Matt Ward

fotosheSou movido por paixões quando o assunto é música, cinema e literatura. Nas minhas investigações pelo mundo virtual, tive o prazer de ver o vídeo “Why Do You Let Me Stay Here”, da dupla She & Him, composta por…suspense…a atriz Zooey Deschanel e o produtor Matt Ward. Quem ainda não se lembrou de Zooey, cito dois filmes que amo: “Quase Famosos” (2000) e o recente “500 dias com ela” (2009).

Zooey, que tem esse nome por conta do livro “Franny e Zooey” (1961), do falecido escritor J.D. Salinger, nasceu em Los Angeles e tem 30 anos. Vem de uma família que possui cinema nas veias. Seu pai é o diretor de fotografia Caleb Deschanel e sua mãe é a atriz Mary Jo Deschanel.

Mas esqueçamos o cinema desta vez. Falemos de “Volume One”, EXCELENTE primeiro àlbum lançado pela dupla em 2008 e que foi escolhido disco do ano pela respeitada revista “Paste”, dos Estados Unidos.

cAo ouvir “Why Do You Let Me Stay Here”, que é a segunda faixa do disco, fiquei muito curioso para saborear as outras faixas - sempre faço relação entre sabor e saber. À medida que fui ouvindo, fiquei tão entusiasmado que em dois dias já tinha escutado 7 vezes as 13 faixas.

As melodias são carregadas de um verniz sessentista ingênuo, delicioso, ancoradas na estrutura simples e poderosa que mistura baixo, bateria, guitarra, piano e banjo, basicamente. É um tipo de música que adoro, que me lembra os bailes e romances que eu não vivi, mas que estão diretamente ligados às minhas emoções mais profundas. Simplesmente me deixam feliz.

Zooey sabe cantar muito bem, sua voz é linda. Além disso, toca piano (instrumento que pratica desde criança). As letras, mesmo que você não entenda tudo que elas querem dizer (caso não seja fluente em inglês como eu), percebe-se que são como as melodias: carregadas de docilidade, ingenuidade, embora tragam, também, o lado doloroso dos relacionamentos. É Zooey que compõem a maioria das letras.

A artista disse, em entrevista para a Folha de São Paulo, que gosta de filmes, mas prefere a música por ser mais pessoal. Não que eu não queira mais vê-la atuando, mas caso ela siga apenas a carreira musical compondo músicas como as do “Volume One”, posso fingir que ela nasceu somente para compor e cantar.

O aguardado “Volume Two” será lançado no final de março. Imaginem minha ansiedade!!!

Abaixo convido vocês a ouvirem “Why Do You Let Me Stay Here”.

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Juliana Kehl

capaEla é paulistana e tem 32 anos. É formada em artes plásticas pela FAAP, de São Paulo. Lançou seu primeiro álbum em novembro de 2009, que leva seu nome e contém 12 músicas, das quais 10 são de sua autoria. Desde ontem se tornou meu novo entusiasmo. Ela se chama Juliana Kehl, cantora e compositora de primeira.


Foi no meu habitual giro pelos sites de jornais e revistas nacionais, que descobri essa linda cantora.

Uma coisa que notei, e pode parecer tardia essa minha observação, é que em tempos onde compomos, produzimos e lançamos nosso próprio material, sem aval de grandes corporações, tenho visto alguns artistas lançando seus trabalhos “tardiamente”. Não há mais “seu tempo já passou”! Qualquer hora é hora e sempre encontro coisas muito boas!


kehlJuliana Kehl começou sua carreira de forma engraçada até. Foi assistindo ao filme “The Girl Can’t Help It”, no qual Julie London aparece como fantasma dentro de uma cena cantando “Cry me a River”, que Juliana pensou: “Eu podia ser cantora”. Mais simples impossível, mas foi dessa forma que ela resolveu soltar sua voz. Que bom!

Sua música é uma mistura bem feita entre MPB tradicional e música eletrônica. Claro, não fica por aí, já que podemos encontrar samba nessa salada. Podemos pensar: isso não é bem novidade, já que Fernanda Porto também faz essa mistura muito bem feita. Mas mesmo sabendo que originalidade genuína é algo muito difícil, quando ouvi Juliana, apenas ouvi Juliana. Gostei muito das músicas.

Quero compartilhar com vocês duas delas. Espero que gostem.

Se quiserem conhecer mais a cantora, visitem sua página http://www.myspace.com/julianakehl

Vejam aqui essa entrevista feita por Sérgio Martins, crítico musical da revista Veja.

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Clipe do dia!

Já se passaram vinte anos desde que ouvi o R.E.M. pela primeira vez, banda que continua sendo minha predileta de todos os tempos e olha que gosto de muitas coisas. Apesar da Saída de Bill Berry, o baterista das caras da Georgia, Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck continuam firmes e sempre bons.
“Accelerate”, mais recente e já clássico disco da banda, comprova isso. Já ouvi esse álbum dezenas de vezes e está entre os meus preferidos, junto com “Automatic for the People”, “Murmur” e “Out of Time”.
Amanheci esse 19 de janeiro ouvindo “Man Size-Wreath”, segunda faixa do “Accelerate”. Adoro.
Coloco abaixo o vídeo dessa música para que vocês - se não conhecem - sejam apresentados. Mas indico o disco inteiro. Não é o clipe original.

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Liquidificador

Como vocês vão ver, a postagem saiu psicodélica…e não houve meio de consertar!!!

São esses “caras” abaixo que estão passando pela minha cabeça neste momento. Música, literatura noir, biografia, livro de entrevistas…

stoneNos sites que costumo ir, duas dicas de álbuns: Remain in Light, do Talking Heads e Stone Roses (Legacy Edition), o disco que comemora os 2o anos do primeiro e perfeito disco da banda inglesa.  Desses dois, fico com o segundo. Bateu na veia e ainda é um álbum brilhante, com músicas perfeitas.

Remain in Lighremaint, do genial David Byrne, não fica atrás como referência no mundo pop, mas foi uma questão de “pele” e pronto.

magoNo meu aniversário - sim, eu fiz no dia 9 de dezembro - me dei de presente dois livros. Um é sobre a vida de Paulo Coelho, a biografia O Mago, escrita pelo ótimo Fernando Morais. Talvez se outro cara tivese escrito, não comprasse. Mas depois de ter lido Chatô - O Rei do Brasil virei fã desse jornalista. O fato é que independente de eu gostar ou não dos livros de Paulo Coelho (e confesso que tentei ler O Monte Cinco e achei chatão), o cara é uma figura muito importante na nossa cultura, tirando o fato dele ter sido parceiro de Raul Seixas.

woodyO outro livro foi Conversas com Woody Allen. Bom, sou fã, muito fã desse baixinho genial. Adoro seus filmes, seus diálogos, sua direção, suas paranoias, tudo. Tava na minha lista e tive a felicidade de adquirir agora.

meninaPara fechar, estou lendo o segundo livro da trilogia Millenium, A Menina que Brincava com Fogo. Estou quase terminando. A essa altura posso afirmar que o livro é bom, mas se há um pecado é o excesso de detalhes. O mesmo excesso do primeiro. Quando isso ajuda na construção dos personagens e é fundamental para ahistória, tudo bem, mas não é o caso. Essa enxurrada de informações só mostra que o autor teve muita imaginação, o que nem sempre se traduz em boa narrativa.

E claro, tudo isso temperado com os dois álbuns da minha nova musa:

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Chico e Lady

Hoje quero falar sobre duas descobertas. Uma é nacional, carioca; outra é de fora, dos Estados Unidos. Vou falar de Chico Buarque e Lady Gaga.

Chico Buarque todo mundo conhece, gostando ou não. Mas a descoberta que fiz não foi na área musical e, apesar de tardia, valeu muito a pena. Falo do novo romance desse também escritor, que já se aventurou com sucesso pelo teatro.

leiteJá sou fã de Chico há muito tempo, admirador eterno das suas letras e melodias. Extremamente difícil um país produzir músicos tão refinados lírica e melodicamente. E fico com Tom Jobim sem dúvida: os três países que fazem a melhor e mais diversificada música do mundo são Brasil, Cuba e Estados Unidos. Mas não vou me alongar mais nesse quesito. Descobri o Chico romancista por aquele que é considerado o melhor dos seus romances, “Leite Derramado”, lançado esse ano. Os outros são “Estorvo”, Benjamin” e “Budapeste”.

O livro narra a história de um senhor muito idoso que se encontra no hospital e conta para quem quiser ouvir sua história de vida e seu amor por Matilde, grande amor de sua vida que o deixou aos 17 anos.

A obra de Chico tem o mérito de contar uma saga familiar de mais de duzentos anos em menos de duzentas páginas. Feito fabuloso, já que sagas desse tipo, que percorrem gerações, são livros geralmente muito grandes, calhamaços. E o mais incrível é que Chico consegue dar substância a todos os personagens citados, e não são poucos.

Fiquei apaixonado pelo romance, pela sua sensibilidade, sua poesia, sua maneira de contar a história dando voltas que apenas parecem se repetir, mas que sempre trazem uma nova informação e nos coloca um pouco mais ciente da trama.

Descobri um novo Chico e adorei.

ladyA minha segunda descoberta é na área musical. Acho também que poucos ainda não devem ter ouvido falar de Stefani Joanne Angelina Germanotta, ou apenas Lady Gaga, essa jovem cantora e compositora de 23 anos, nascida em Nova York. Mas se ainda não ouviram falar em seu nome ou não escutaram sua música, peço um pouco de atenção. E para ser mais enfático, mesmo que não convença ninguém, acho que ela deve ser a melhor artista pop que surgiu esses últimos anos. E para quem também não sabe, seu nome foi inspirado na música “Radio Gaga”, do Queen, uma de suas influências.

Quando ouvi o burburinho ao redor do seu nome, não dei muita importância. Segui em frente escutando outras coisas, coisas boas até, muito boas, mas que já eram de artistas consagrados ou até de novos artistas. Mas e o impacto, o tal do “Poxa, é bem diferente de tudo que há por aí”? Isso eu senti com Lady Gaga. E senti vendo o clipe de “Bad Romance” um dia desses. Me apaixonei. O vídeo é engraçado, sexy e a música é inteligente. Saquei a influência do Queen de cara e pensei que essa garota ainda vai fazer muito barulho. Já tem alguns críticos que a consideram sucessora de Madonna, outra influência.

São dois discos de estúdio, “The Fame” (2008) e The Fame Monster” (2009). Baixei os dois. Adorei os dois. Ambos são êxitos de crítica e público. Lady é performática, Kistch, retrô, futurista, é moda, é sexo, é dance e é rock e além de tudo toca muito bem piano e canta muito bem.

Abaixo vocês podem assistir a dois vídeos da minha nova musa, “Bad Romance” e da linda balada “Speechless”. Espero que gostem. Me contem o que acharam de Lady Gaga.


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Kate Moss

kateGosto de White Stripes, acho uma anda bem legal. Mas não quero falar do som dessa dulpa, mas de um clipe em especial com uma das modelos que meu cérebro apita quando vê: Kate Moss. Adoro a beleza dessa inglesa nascida em Londres, em 16 de janeiro de 1974.  Lembra algo de felino, assim como outra que acho maravilhosa: Michelle Pfeiffer.

Bom, o clipe é “I Just Don’t Know What To Do Whit Myself”. Kate fazendo Pole Dance sempre é bom ver - pelo menos, para mim!

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NME deu a dica

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Página da NME

Repasso aqui a dica do excelente semanário inglês NME, que resolveu criar uma lista com 50 bandas e artistas que supostamente são o futuro da música. Achei todas as que escutei interessantes, mas ainda não sei dizer se serão o futuro do som. Lembrando que esse é o ponto de vista inglês.

A banda The Big Pink, por exemplo, soa como Joy Division, reparem! Elas se parecem com algo que vocês ouviram ou ouvem? São realmente o futuro do pop? Tirem suas conclusões!!!

Abaixo, 5 bandas. Veja a lista completa no site da NME.

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Criticando a crítica do single “Me adora”

Lendo a coluna de Hagamenon Brito, crítico musical do Correio da Bahia, me deu vontade de analisar Pitty e seu mais novo single “Me adora”, retirado de Chiaroscuro, novo álbum da artista baiana. E fazer um releitura da crítica do crítico.

Pin up roqueira

Pin up roqueira

Pois bem, Hagamenon diz que o “foda” utilizado por Pitty no refrão da música é uma expressão que “traduz a realidade de um termo que foi desconstruído do seu sentido original pelo linguajar dos jovens. Esse tipo de desconstrução também ocorreu um dia com porra e caralho, por exemplo (o carioca, aliás, criativamente, transformou caralho em caraca)”. Ok, certo. E continua. “Como diria o grande Millôr Fernandes, 85, é o povo fazendo sua língua. Na crônica Foda-se, o escritor diz que ‘os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos fortes e genuínos sentimentos’”. Ok também. Corretíssimo. (aliás, adoro os textos de Millôr). Já é sabido pela psicologia, neurociência e pelos poetas, que os palavrões são recursos valiosíssimos para nos desviar da dor, além de serem expressões que funcionam como esporros dos sentimentos que não conseguimos traduzir. Nada de novo.

 

Além de Pitty, uma outra banda utilizou “foda” em sua letra. Legião Urbana, na música 3×4, diz que “O sistema é mau/ Mas minha turma é legal/ Viver é foda/ Morrer é difícil…”. Cito mais uma banda que eu gostava muito, o Ultraje a Rigor, que utilizou no refrão o velho e catártico filho da puta, na letra intitulada Filha da Puta, do excelente Roger. O próprio Hagamenon relembra a ótima Camisa de Vênus, também baiana, com seu “Bota pra fuder”.

 

Citando esses exemplos quero dizer que o que Pitty fez já foi feito e não quebra nenhuma barreira ou choca em tempos em que a pornografia pode ser acessada com alguns cliques. Claro que sempre haverá pessoas que se surpreenderão e dirão que a letra da cantora é chula e de mau gosto. Essas pessoas não sabem nada de rock e de seu poder sexual. A única coisa que parece destoar na canção é ela, a palavra “foda”, já que a música é singela, com um tempero meio anos 60. Mas tudo bem, ficou legal.

Tirando uma frase ou outra que eu possa concordar, me soa pura pressão o seguinte parágrafo escrito por Hagamenon. O destaque em negrito pode ser lido como o “pura pressão”.

Escreve Hagamenon:

Com Pitty, entretanto, o uso do palavrão ganha uma dimensão maior em termos de abrangência pop. A cantora é o artista de rock’n’roll que melhor traduz o espírito juvenil brasileiro nesta década. Ao estourar nacionalmente, em 2004, ela foi a pessoa certa na hora certa, uma cantora de personalidade que transpôs os limites do underground para o mainstream, mas que não perdeu a lógica punk do faça-você-mesmo, o que confere sinceridade à sua música e à sua relação com o público.

Sim, acaba de me ocorrer um nome que realmente choca muito mais com suas letras e nesse sentido pode ser até mais rock do que as distorções de Pitty. Tati Quebra-Barraco. Nas letras, quase sempre ou sempre, de um apelo sexual pornográfico, Tati diz o que gosta no sexo com frases, essas sim, que fariam muita gente cair com as pernas para trás. “Fama de Putona”, “Espanhola”, “Dako é Bom”, “Orgia”, entre outras, chocariam muito mais, nesse sentido. Que tal o refrão de “Espanhola”: “Pegue nos meus peitinhos/ No meio vai a rola/ Faça os movimentos que a porra vai na boca”. Uau!!! Não é pra todo mundo.

 

 

Novo disco

Novo disco

Não desfaço do talento de Pitty, mas sua imagem contribui para a sua força. Todos sabemos do poder da beleza na sociedade e do magnetismo do sexo envolvido na relação entre artista e público. Pitty é linda e tem um corpo desejável, além de dizer em suas letras o que muitos querem ouvir: “Ela disse o que eu queria dizer”, “Essa música traduz minha vida”, são frases que já ouvimos e até dissemos dos artistas que admiramos. Como disse, a beleza pode não ser seu talento maior (para alguns), mas não se pode negar esse tipo de energia. Clipes como “Me adora” ou “Equalize”, música do primeiro disco, nos mostram caras, bocas, gestuais de sedução, de atração. Gostamos da música, mas não nos esquecemos do poder do sexo.

Para mim, “Me adora” é uma música legal, radiofônica, com uma letra simples. Eu gosto. Até aí tudo bem. Mas elevar demais sua importância por causa de um “foda”, não me parece acertado. Sim, fora o fato de que o clipe dirigido por Ricardo Spencer vai dar à música uma dimensão ainda maior e justamente por causa da imagem de Pitty. Aí é outro ponto que vou desenvolver.

 

 

Há, também, o fato de Pitty ser uma mulher, nordestina, em um cenário dominado por homens. Isso é importante e foi o que disse Nando Reis para Hagamenon: “Ela é poderosa, carismática. Fico feliz pelo sucesso dela e pelo fato de ser uma mulher vencendo num ambiente predominantemente masculino. É bom quebrar as estatísticas. De dez em dez anos é que isso acontece no Brasil”. Pitty veio do underground baiano e venceu no mainstream nacional.

 

Outro ponto que sempre martela em minha cabeça é o discurso ou discursos de Pitty. A acho inteligente, mas muito mais inteligente nas letras das suas canções do que em suas entrevistas. Nelas, Pitty parece reproduzir conceitos e ideias, sem criticá-las ou mesmo ter uma dimensão maior do impacto de determinados assuntos. Um exemplo. Em uma entrevista concedida ao programa “Contemporâneo”, do GNT, há uns três anos, o apresentador perguntou se Pitty achava que existia diferenças entres os sexos masculino e feminino. Pitty, claro, disse que sim, e que homens e mulheres pensavam diferente, que seus cérebros trabalhavam de forma distinta. O apresentador pediu para que Pitty desse um exemplo, mas ela só soube dizer “Aí você me pegou”.  Ou seja, reproduziu o senso comum, mas não soube desenvolver. Já vi Pitty cair nessa algumas vezes. É como se ela citasse uma frase erudita, sem ter lido o livro.

 

Diz Hagamenon:

 

A essa altura do campeonato, Pitty já se consolidou como o maior nome de sua geração no rock, mesmo  que, na Bahia, muitos ainda não tenham a dimensão exata do que ela representa.

Pitty pode até ser o maior nome do rock de sua geração, o de maior visibilidade, mas não significa que seja o melhor. Creio que muitos citarão, por exemplo, a banda Vanguart, de Cuiabá, como sendo melhor. Ou até o Los Hermanos, que embora seja um pouco mais velha que Pitty, foi criada em 1997, o sucesso estrondoso só veio com “Bloco do eu sozinho”, de 2001.

Resumo da ópera-rock: gosto de Pitty, tenho seus discos, reconheço sua importância no cenário, mas ela não é nenhuma Patti Smith.

Leia aqui a crítica de Hagamenon.

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O sabor de Zélia Duncan

zdZélia Duncan está entre as cantoras que mais gosto. Gosto de mulheres com vozes graves. Até hoje considero Cássia Eller uma das minhas intérpretes favoritas.

Com “Pelo sabor do gesto”, lançado no início de junho, a cantora continua trazendo boas letras e melodias pop bem feitas. Claro, apesar de ser boa letrista, Zélia está muito bem acompanhada por Zeca Baleiro, Chico César, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, Moska, entre outros. 

O disco foi dirigido por John Ulhoa, guitarrista do Pato Fu e traz, entre outras,  a participação de Fernanda Takai, a vocalista do Patu Fu e esposa de John.

Neste nono álbum da cantora carioca, ela continua trazendo para o seu repertório a obra do fantástico e pouco divulgado Itamar Assumpção. Acho isso muito legal, já que Itamar é completamente ignorado. Se não fossem os esforços de poucos, o artista continuaria no limbo e certamente seria uma tremenda burrice.

Gostei do disco. Ele é mais um ponto de valor na carreira dessa grande cantora.

Lista de músicas do álbum:

1- Boas razões

2- Todos os verbos

3- Telhados de Paris

4- Tudo sobre você

5- Sinto encanto

6- Pelo sabor do gesto

7- Ambição

8- Esporte fino confortável

9- Os dentes brancos do mundo

10- Se eu fosse

11- Aberto

12- Se um dia me quiseres

13- Duas namoradas

14- Nem tudo

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Duas pérolas

São estes os dois discos que me acompanham ultimamente. Duas pérolas de diferentes matizes. “It’s Blitz!”, do Yeah Yeah Yeahs e “Years of refusal”, de Morrissey - o antigo vocalista de uma das bandas mais legais que o pop já produziu, o Smiths.

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Apenas sugiro as audições!!!

Bom feriado para todos!

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