Archive for category Cinema
Rainha das baixezas
Posted by Sandro Caldas in Cinema on agosto 15th, 2009

E o Kikito vai para...?
Quem lê esse blog deve ter notado que tenho escrito muito pouco sobre cinema, é só clicar no link ao lado e notar que há pouquíssimos textos sobre filmes. Fato este que não exclui minha paixão, já que é impossível eu não ver filmes, mesmo que minha média este ano seja vergonhosa de mencionar. E claro, não estou por fora das notícias sobre esta arte, além de sempre ler as críticas dos longas.
Por ser amante de cinema, arte que me fascina desde muito pequeno, não podia deixar de falar sobre o fato que ocorreu no dia 13 de agosto, no 37º Festival de Gramado. Não conheço a fundo a história do Festival, mas pelo o que tenho lido, deve ter sido a pior edição da festa. Por qual motivo? A cúpula do evento resolveu homenagear uma pessoa, que nas palavras dos organizadores é nada menos que a “Rainha do cinema”. E mais, no Diário do Festival, a manchete foi: Kikito especial homenageia a rainha do cinema, da música e da televisão. O conjunto da obra cinematográfica desse artista vale um Kikito? Seu nome é Maria das Graças Meneguel, mais conhecida como Xuxa, a rainha dos baixinhos.
Como bem disse Celso Sabadin, do cineclik, crítico que acompanho desde o extinto programa Dia-a-Dia, da Badeirantes: “No país de Fernanda Montenegro, de Aneci Rocha, de Laura Cardoso, de Helena Ignez, de Tônia Carreiro, de sei lá… Hebe Camargo, caramba… O Festival de Gramado, pateticamente, tenta vender ao público a mentira que Xuxa é a rainha do cinema. Tudo por um punhado de mídia. Como se vendem barato os organizadores do Festival de Gramado que decidem quais serão os homenageados!”. Podia citar outras atrizes de uma geração mais recente, como Dira Paes e Cláudia Abreu, que poderiam ser facilmente homenageadas no lugar dela.
A presença de Xuxa no Festival não passou em branco, deixou sua marca de futilidade e pouca inteligência, com um discurso brega, populista, clichê: “Eu não me arrependo de nada. Eu não tenho vergonha de ser povo, de ser loira e vencedora”. Um “povo” que precisou de seguranças e chegou até a usar de truculência com um dos fãs, já que existe um limite para a proximidade. Ultrapassada essa linha, entram em ação guarda-costas que afastam a celebridade dos perigos e lepras da ralé. Falo de um fã que logo após pedir um beijo à loira, foi prontamente atendido, mas em seguida puxado para trás com uma chave de braço. Tudo para garantir que o “povo” seja afastado do povo.
Xuxa não tem e nunca teve aspirações artísticas, mas comerciais. O cinema, para ela, é apenas um meio para conseguir dinheiro, publicidade, seja isso para o bem (A Fundação Xuxa Meneghel, por exemplo) ou para o mal (puro merchandising para seus produtos). O fato é que os filmes de Xuxa são péssimos! Não falo isso apenas porque fiquei decepcionado com o Festival, mas porque vi alguns de seus filmes na TV. O único que assisti no cinema foi “Lua de Cristal”, de 1990. Mas perdoem-me, eu tinha 13 ou 14 anos.
Talvez a melhor produção de Xuxa, seja a que causa mais vergonha a ela: “Amor Estranho Amor”, de Walter Hugo Khouri. Mas a gaúcha resolveu, por meio judicial, apagá-lo da história, talvez por conta da nudez e da polêmica cena de sexo com o garoto. Aí é demais para a imagem de alguém que é considerada modelo para as crianças, deve ter pensado! Esse e outros dois filmes foram retirados da filmografia oficial dela e regurgitado pelo Festival: “Fuscão Preto” e “Gaúcho Negro”. Ou seja, três filmes que “mancham” sua reputação foram sumariamente deletados.
Entendo a decisão do Festival de Gramado como uma rendição ao culto vazio às celebridades, uma maneira fácil de conseguir atenção da mídia. Um festival como este não tinha a menor necessidade de recorrer a um expediente tão torpe, que só borra seu prestígio, já meio abalado. Xuxa pode ter tido sua importância nos remotos anos 80, mas daí premiá-la como “Rainha do cinema” é ultrapassar qualquer bom senso, deitando-se na lama para ela passar por cima. Conta Celso Sabadin:
“Porém, o pior estava por vir: ao descer do palco e voltar para os corredores do Palácio, Xuxa percebeu a presença do jornalista Luiz Carlos Merten, que por sinal estava sentado praticamente ao meu lado. Deu-lhe um amplo sorriso, abraçou o jornalista e sussurrou ao ouvido dele: “Eles tiveram de me engolir”. Fiquei pasmo. Eles quem? Os organizadores de Gramado? Os críticos de cinema? O povo? Teria o espírito de Mário Jorge Lobo Zagallo incorporado provisoriamente na Rainha?”.
Minha filha, de 1 ano de 2 meses, curte os DVDs “Xuxa Só Para Baixinhos”. Eu ouço pelo menos duas vezes por dia: ela acorda pedindo e à noite dorme ao som deles. Xuxa ainda tem uma força muito grande no imaginário das crianças. Suas músicas são tocadas em todas as festas infantis que vou (tocou na de minha filha). Desde que me entendo por gente eu ouço Xuxa nessas festinhas. Ela tem uma legião de fãs imensa, e não só no Brasil. Foi por ser essa personalidade gigantesca e que certamente chama a atenção da mídia, que o Festival resolveu se rebaixar a esse ponto, creio. Não precisava!!!
Muito além do cidadão Kane
Posted by Sandro Caldas in Cinema on agosto 10th, 2009
A primeira vez que vi este filme foi na faculdade, mas confesso que não me lembro se foi em São Paulo ou aqui em Salvador. O fato é que era uma produção obscura, que você não podia encontrar nas locadoras nem esperar que passasse na televisão. A Globo entrou na justiça e tentou proibir a exibição em qualquer país do planeta, mas perdeu a batalha e finalmente em 1993 vocês já sabem o que aconteceu. Em 09 de junho de 1993, o PT mostrou o filme no espaço cultural da Câmara dos Deputados, em Brasília, para uma plateia formada por jornalistas e políticos.
O filme foi dirigido pelo documentarista Simon Hartog, para a BBC britânica. Portanto, é uma visão estrangeira sobre uma potência brasileira e suas implicações na vida dos cidadãos e da sociedade tupiniquim. Um olhar que devíamos ter lançado, mas nenhum cineasta pensou a respeito. E se pensou, não levou adiante. Fatos como a manipulação da eleição de Collor, a aliança com a ditadura e até programas como Jornal Nacional e o extinto Show da Xuxa são discutidos pelo cineasta, que conta com os depoimentos de Chico Buarque, Leonel Brizola, Washington Olivetto entre outros.
Beyond Citizen kane, seu título original, faz referência ao filme de Orson Wells (Cidadão Kane) sobre um homem que construiu um império comunicacional e acabou afundando em sua própria arrogância e tirania. Neste caso, podemos dizer que Roberto Marinho construiu um império até maior do que o personagem de Wells, já que na época, 1940, não existia a abrangência da televisão e seu poder magnético sobre as pessoas.
Quando vi o filme pela primeira vez foi como se tudo aquilo de que desconfiava tivesse se tornado algo concreto e comprovado. Mas claro, não posso achar que a rede Globo é culpada por todos os males da humanidade. Ela deve ser respeitada em diversos aspectos nos quais quem assiti televisão sabe do que eu estou falando. Programas de extrema qualidade foram e são levados ao ar, tanto na área jornalística quanto na dramaturgia.
Os aspectos levantados e discutidos por Hartog são importantes e fazem parte da nossa história. São relevantes para sabermos um outro lado da formação da rede Globo e de sua conduta diante de assuntos caros a nós brasileiros, além de nos mostrar, embora seja óbvio, que a rede Globo possui um influência enorme sobre as opiniões de milhões de pessoas. Muitas, infelizmente a maioria, pouco instruídas. Apesar de saber que a teoria Hipodérmica (que transforma os espectadores em meras esponjas que absorvem as informações sem criticá-las) está fora de moda, o fato é que muita gente é influenciada pela “verdade” dita pelos meios. O filme ilustra isso, mostando um casal pobre em frente à TV assistindo ao Jornal Nacional. Quando perguntados se acreditam no que vê no jornal, eles dizem: “Se eles dizem, deve ser verdade, né?”.
“Muito além do cidadão Kane” é um trabalho que merece ser visto por todos que querem entender o poder da televisão e, neste caso, da TV Globo.
E já que estamos na seara televisiva, quero indicar “A televisão levada a sério”, um livro muito interessante de Arlindo Machado, doutor em comunicação. Acho que esse livro mostra muito bem o quanto a televisão, esse meio que amo, pode ser instigante, inovador, criativo. Desde que me entendo por gente, sou fã da televisão e do seu poder. Já passei madrugadas vendo entrevistas, videoclipes, documentários, noticiários etc. E com o advento da TV a cabo, dormir tarde ficou ainda mais fácil. Sempre desconfio dos pseudo-intelectuais que desprezam a televisão!
Bom, abaixo os quatro vídeos que retirei do youtube e que formam o documentário “Muito além do cidadão Kane”. Claro, se você quiser baixar o filme, nada mais fácil. Já vi que alguns sites oferecem links para download. A qualidade não está lá grande coisa!
Tirem suas conclusões e me falem!
Um pedaço de Caetano
Posted by Sandro Caldas in Cinema on julho 24th, 2009
Caetano é um meus artistas prediletos e sempre fico ansioso para consumir algo produzido por ele ou sobre ele. Já vi comentários a respeito do documentário de Fernando Groistein Andrade, 28 anos, e todas muito boas. “Coração Vagabundo” é um registro da turne A Foreing Sound, único álbum de Caetano cantado totalmente em inglês, que possou pelas cidades de Tóquio, Nova Iorque e São Paulo. As imagens foram captadas entre 2003 e 2005.
Em entrevista à Folha de São Paulo, Fernando Andrade disse que a sua intenção era realizar “não uma biografia, mas uma passagem pela vida de Caetano”. Foram 57 horas originais de gravação, que resultaram em um filme de 72 minutos.
O longa estreia hoje, dia 24 de julho. Louco pra ver!
Que cara você faz?
Posted by Sandro Caldas in Cinema on julho 23rd, 2009
Se você tem o hábito de assitir a filmes ponográficos, mas nunca se deu conta das feições que faz, vale a pena ver esse filme do vídeoartista e fotógrafo Robbie Cooper. Ele filmou algumas pessoas e suas expressões durante a exibição de um filme pornô!
Será que você faz alguma dessas caras?
Alice no país de Tim Burton
Posted by Sandro Caldas in Cinema on julho 23rd, 2009
O fime estreia 5 de março de 2010 e já estou contando os dias. Adoro a estética gótica, sombria, de Tim Burton. Seu “Alice no país das maravilhas” traz no elenco seu ator predileto, Johnny Deep e promete, pelo trailler, ser mais um grande filme do cineasta. Espero!
Acho que as aventuras de Alice caem perfeitamente dentro do universo de Burton. E aos que pensam que “Alice no país das maravilhas” é um livro meramente infantil, é melhor lerem ou relerem!
Imagens inesquecíveis 5
Posted by Sandro Caldas in Cinema on julho 14th, 2009
Para quem não sabe, com certa frequência vou colocar imagens de filmes que eu adoro. O escolhido da vez foi “Meninas Malvadas” (Mean Gilrs), uma produçao de 2004, escrita pela excelente comediante do Saturday Night Live, Tina Fey. Lindsay Lohan ainda era um doce garota, namoradinha da américa.
Não é toda hora que assitimos a uma produção que fale do universo adolescente de forma inteligente, sem cair na caricatura fácil. Para quem não assitiu, achando que se tratava de mais um filminho sobre adolescentes, recomendo.
Essa nem é uma das melhores cenas do filme, mas confesso que essa dancinha das quatro garotas cantando “Jingle Bell Rock”, ficou na minha memória. Porque será?
Watchmen - o filme
Posted by Sandro Caldas in Cinema on julho 7th, 2009
Antes de assistir a Watchmen, o filme, resolvi encarar as 12 revistas que fazem parte da obra escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons. Como já disse em um texto aqui no blog, adorei a trama e me tornei fã.
Acabo de ver Watchmen, o longa, que foi dirigido por Zack Snyder (que realizou, também, o visualmente belo 300) e roteirizado por Alex Tse e David Hayter. É desnecessário dizer que sendo linguagens diferentes e pelo pouco tempo que dispõe para contar esse tipo de história (mesmo com 2h30m de duração), houve uma redução na complexidade de elementos expostos (O senhor dos anéis é outro exemplo – excelente, por sinal). Ainda assim, sem comprometer o entendimento daqueles que experimentaram a trama apenas pelo cinema.
Tudo começa com o assassinato de um dos heróis, o Comediante (Jeffrey Dean Morgan). A partir daí se desenrola a investigação do crime tanto pelos policiais quanto pelos outros super-heróis. A suspeita de um complô para destruir os últimos heróis (já que uma lei proibiu a existência deles) é levada em consideração pelo instável Roscharc, vivido por Jackie Earle Haley. Estamos no ano de 1985, no terceiro mandato de Richard Nixon e sob a constante ameaça de uma guerra nuclear envolvendo os Estados Unidos e a União Soviética. Leia-se Guerra Fria. É nesse cenário conturbado que vemos pessoas comuns com um instinto heróico se transformarem nos defensores dos fracos, já que o Estado é incapaz de resolver as questões de segurança pública.
Mas, ao contrário dos super-heróis que conhecemos, que possuem poderes sobre-humanos (Homem-aranha, Super-homem etc), estes heróis são pessoas que enxergam o combate ao crime como um ideal filosófico de vida, mesmo sendo, por vezes, pessoas inescrupulosas, como o próprio Comediante – que não hesitou em matar uma vietnamita grávida, apenas porque esta reclamava desesperadamente a paternidade por ele negada. São pessoas de carne e osso, que sentem dores, que têm problemas pessoais complexos. Vida privada não é dissociada do heroísmo, mesmo que usem máscaras e roupas ridículas.

Aos poucos, o caminhar da história nos descortina a verdadeira ameaça aos heróis: Ozymandias ou seu nome real, Adrian Veidt, vivido pelo ator Matthew Goode. Também herói e considerado o homem mais inteligente do mundo, Adrian construiu um império explorando sua imagem como defensor público, criando bonecos e todo tipo de produtos ligados aos heróis. Como muito tempo se passou depois do filme, não há motivo para esconder que Veidt arquitetou a morte de milhões de pessoas apenas para promover a paz: União Soviética e Estados Unidos resolvem se tornar aliados depois da catástrofe.
Para que seu plano surta efeito, Veidt usa o Dr. Manhattan (Billy Crudup - de Quase Famosos). Depois de um acidente, Jon Osterman adquire poderes de manipular a matéria e ganha nova consciência sobre a humanidade e sobre questões filosóficas sobre o tempo. Valendo-se dos poderes do Dr. Manhattan, Veidt arquiteta seu plano para que pareça que ele foi o responsável pela morte dos inocentes cidadãos. A essa altura sabemos que Veidt matou o Comediante, já que este descobre as intenções de Ozymandias.
A intenção de Veidt pode ser questionada. Matar milhões de pessoas por uma paz que pode não durar, vale a pena? Vale matar milhões para salvar milhões? Quem garante que essa paz será duradoura? Pode apenas durar o tempo necessário para que novas mediocridades políticas e interesses pessoais subam à tona. Infelizmente Roscharc foi morto por Manhattan por querer denunciar Veidt. Sim, no final ele deu razão a Ozymandias e se mandou para um planeta distante.
Pulando para os aspectos técnicos do longa, adorei sua fotografia densa, que nos diz que estamos em um mundo em conflito. A trilha sonora, apesar de conter clássicos de Bob Dylan, Janes Joplin, Jimi Hendrix e Simon and Garfunkel, por vezes me parece deslocada. A abertura do filme, com passagens da história ao som de Bob Dylan cantando The Times They Are A-Changin, é muito forte e bonita.
As atuações são boas também, apenas acho que o Coruja, vivido por Patrick Wilson (que fez Menina má.com) está novo demais para um homem de mais de 40 anos. Enfim, nada demais. Mas uma presença, que não posso deixar de citar e que por isso mesmo escolhi a imagem para ilustrar este post, é da voluptuosa Malin Akerman, que vive Espectral em sua roupa de vinil colante amarela e preta. Respiremos! A atriz, que é sueca e loiríssima e tem apenas 21 anos, não tem uma filmografia muito empolgante, mas é linda de esfacelar. Eu achei. Mulheres e sua energia sexual cósmica e pagã, que nos desvia e nos atormenta. Divagações!
Watchmen figura entre os filmes de super-heróis que fazem refletir sobre questões importantes e que possuem bom texto. Há quem prefira os mais divertidos e não tão sérios, mas o fato é que é um grande filme, como Batman – O Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro.
Imagens inesquecíveis 4
Posted by Sandro Caldas in Cinema on abril 28th, 2009
Só para lembrar, as imagens escolhidas são de filmes que adoro e que têm muita importânica para a minha formação como cinéfilo!
Desde que comecei a me interessar pelo cinema, Michelle Pfeiffer é uma das mulheres mais bonitas que já vi nas telas, além de ser uma ótima atriz.
No filme Susie e os Baker boys, ela faz Susie Diamond, uma cantora que é contratada pelos irmãos Baker, interpretados por Jeff Bridges (Jack Baker) e
Beau Bridges (Frank Baker). O longa é de 1989 e recebeu 4 indicações ao Oscar.
A cena abaixo ficou na minha cabeça! Que mulher linda e que cena sensual!


Duas vezes Drew Barrymore
Posted by Sandro Caldas in Cinema on abril 24th, 2009
Ontem (23/04) vi um filme muito interessante, mesmo sendo aquele tipo de filme que você não dá nada. A história é a seguinte. Um cara comum, que desde muito pequeno é admirador de Drew Barrymore, ganha 1.100 dólares em um programa de perguntas e respostas, na qual a resposta que dá esse prêmio a ele é justamente o nome da atriz. Com esse dinheiro, resolve filmar sua saga em busca de um encontro com Drew. Claro que ele encontra milhares de dificuldades, além do estouro do orçamento. O filme foi Vencedor do Melhor Filme pela escolha da Audiência no New York Gen Art Festival e do prêmio da Semana da Crítica - Menção Especial, no Festival de Locarno. Também foi exibido na mostra Expectativa, no Festival do Rio 2005, e na 29ª Mostra BR de Cinema.
Quando acha que está tudo perdido, ele e sua equipe de melhores amigos criam um site para que sua empreitada caia nos ouvidos de Drew. Ele recebe convites para entrevistas em programas de rádio e TV e um tempo depois uma ligação. Essa ligação muda sua vida, pois é dela que vem a proposta para o encontro que vai acontecer mais ou menos 80 dias depois. O cara fica louco, derrama lágrimas e tem, finalmente, seu encontro. O nome do documentário é até óbvio: Meu encontro com Drew Barrymore (2004).
Ao fim do filme você sente que pode fazer qualquer coisa. O sentimento que o filme desperta é o tipo de força que precisamos para acreditar que podemos muito e só conseguiremos depois de passarmos por cima de todas as adversidades possíveis e ainda assim acreditar que podemos. Pode parecer piegas, mas me senti muito bem quando vi os dois conversando como velhos amigos, cheios de intimidade instantânea. Drew até estava meio tímida, nervosa. E ele, nem se fala.
Recomendo!!!
Falando mais de Drew Barrymore, hoje (24/04) vi um filme produzido e estrelado por ela. Ele não está tão afim de você é aquele tipo de produção com elenco estelar, mas que contribui muito pouco ou quase nada para o tema relacionamentos amorosos. Sim, o elenco traz, além dela (que faz um papel muito pequeno no longa), Scarlett Johansson, Jennifer Connelly, Jennifer Aniston, Ben Affleck, entre outros.
Pergunto-me: por qual razão, em pleno século XXI, ainda estamos presos ao ideal do romantismo como o principal motivo de felicidade entre os casais? Leia-se casar, ter filhos e ser fiel. É necessário que se pense com mais profundidade nas mudanças pelas quais passamos nas últimas décadas, principalmente na liberdade sexual da mulher, que embora ainda pense em casar e considera o matrimônio como sinônimo de felicidade (absolutamente nada contra isso, claro), também já se vê feliz sozinha e transando apenas pelo prazer. O papel de Scarlett Johansson talvez seja o que mais se aproxima dessa nova mulher, mas ainda assim, quando vê que seu amante não larga a esposa, enlouquece e some da vida dele.
E por falar nele, o amante, papel de Bradley Cooper, marido da personagem de Jennifer Connelly, acabamos com uma péssima imagem dele, já que o filme faz de tudo para mostrar que ele é sacana. Em minha opinião ele é o único personagem interessante, que apesar de lutar contra, acaba cedendo aos apelos deliciosos de Scarllet. E o que dizer do papel de Justin Long (de Olhos Famintos), que com seu Alex é o puro clichê do homem que necessita estar no controle e acaba se apaixonando, mas não quer inicialmente admitir?
O filme é uma mixórdia de convenções românticas, mas não consegue defender suas ideias com inteligência, sempre cai no mais do mesmo. Apesar de considerar o romantismo à moda antiga mais uma forma de felicidade entre os casais, penso que é preciso mais do que belos atores para defendê-lo.
Imagens Inesquecíveis 3
Posted by Sandro Caldas in Cinema on abril 12th, 2009
Adoro o cineasta Cameron Crowe. Ele faz filmes que adoro e que trazem sempre o melhor da juventude. São sensações de amizade e paixão que sempre mexem comigo. Talvez o único filme dele, dos que vi, claro, que me deixou desconfortável foi Vanyla Sky, com Tom Cruise.
A imagem abaixo é de Quase Famosos. Nesta cena, todos cantam Tiny Dancer, de Elton John, uma música que adoro e que está na excelente trilha sonora do fime.

Confira a cena e a música no vídeo abaixo


